Emily Byrne sobreviveu a um sequestro, a vários ataques e a um passado traumático, mas agora ela terá que lidar com um dos desafios mais intensos de sua vida: tentar manter sua família segura.

Esta frase, com um ar de mensagem de trailer de estreia, é na verdade o arco da trama da terceira temporada de Absentia, um drama policial que coloca a atriz Stana Katic de volta aos holofotes.

Katic, conhecida por seu trabalho na série Castle, queria mudar seu históricos de atuação há dois anos, quando recebeu o roteiro de Absentia e soube que queria entrar na pele de Byrne, mostrar seus traumas e seus processos de cura. Foi em 2017 que essa história decolou nas telas, contando a dolorosa jornada de uma agente do FBI que desapareceu, é dada como morta, mas depois volta e resolve ela mesma este mistério.

Com o passar das temporadas, percebeu-se que Emily não seria esse tipo de personagem fria e calculista. De fato, na segunda temporada e agora, ela consegue vencer algumas batalhas para dar outro ar à sua vida, mas ainda é frágil e está com medo.

A terceira temporada de Absentia, que estreou em 13 de julho (segunda-feira, às 21h55 no canal AXN), exibe essa característica de sua personalidade, mas a contrasta com uma história muito mais violenta. “Conseguimos tornar essa nova temporada mais emocionante e cinematicamente mais intensa,” adianta Katic em entrevista ao EL TIEMPO.

Ela está animada com essa parte da nova marca de identidade da série, mas ao mesmo tempo insiste que, a cada golpe, tiro ou lesão física, as fraturas emocionais continuam a doer mais.

Agora Emily está tentando se reconectar com a família que ela quase perdeu após seu desaparecimento. Essa é a obsessão dela nesta temporada, ser uma mãe melhor para seu filho Flynn e ter um pouco de normalidade em sua vida,” explica a protagonista.

Tenho que dizer que essa personagem é definida precisamente pela dificuldade que ela tem em dominar as situações que experimenta, ela é como uma espécie de anti-heroína que assume desafios muito pesados ​​e só tenta sobreviver (…). Acho que são essas deficiências que se conectam muito bem com o público, que encontram uma personagem muito plausível, que vive e luta como muitos dos que assistem à série do outro lado da tela,” explicou.

Agora Flynn está crescendo e tendo novos conflitos, mas ele pode entender muito melhor o que sua mãe passou. Bem como Nick, que era meu marido na série e agora está tentando fazer outro tipo de convivência funcionar com Emily, o que gera um estilo diferente de relacionamento na TV, mais focado em criar o Flynn,” lembra a atriz.

Ela também admite que ama que Emily, apesar de se mover pelo campo da justiça, não seja a favor das organizações, mas estabelece suas próprias regras e segue seus instintos.

Ela é meio que uma pessoa deslocada; de fato, quando ela voltou ao FBI na segunda temporada, não o fez por convicção, mas porque precisava de material e informações para resolver seus mistérios,” lembrou a atriz canadense.

Ela representa aquele grupo de pessoas que parecem não se conectar muito bem com o entorno e eu sinto que elas não se encaixam ou entendem o tipo de vida que estão experimentando ou as situações complexas que lhes são reveladas no mundo.” Stana Katic esteve totalmente envolvida nesta aventura, a ponto de também ser a produtora da série.

Isso é muito exigente e, especialmente neste momento, porque é um trabalho que teve que ser realizado sob certos parâmetros, como editar na Polônia ou trabalhar em detalhes de pós-produção em Los Angeles, ajustando detalhes através do telefone a qualquer hora do dia ou da noite ou enviando e-mails, para tornar esta jornada algo impressionante. Embora, de fato, eu defina essa temporada como mais sexy e com mais poder,” finaliza Stana Katic.