Stana Katic participa do ‘The Kelly Clarkson Show’

Na tarde de hoje, Stana Katic foi uma das entrevistadas do programa da Kelly Clarkson, o The Kelly Clarkson Show, da NBC, para divulgar a terceira temporada de Absentia.

A atriz falou como foi fazer a edição da terceira temporada da série remotamente, durante a pandemia, e com os sobrinhos em casa; como os oito anos em Castle a ajudou a aprender muita coisa sobre produção e apresentou a série para os possíveis novos fãs. Kelly Clarkson é fã declarada de Stana Katic e seu trabalho, portanto não faltaram momentos de fãs da cantora e apresentadora para com a atriz.

Confira a entrevista legendada a seguir.

A estrela de Absentia Stana Katic e Kelly Clarkson trocam histórias sobre problemas técnicos que surgiram durante a quarentena em suas casas no meio do mato, incluindo um momento inesperado quando Stana teve que correr montanha abaixo para conseguir sinal de internet, enquanto estava no meio de uma reunião. Opa!

Inicio » Programas de TV & Rádio | TV Appearances & Radio Shows » 2020.08.20 | The Kelly Clarkson Show

Swiat Seriali: Stana Katic diz que a terceira temporada de ‘Absentia’ é sexy e inspiradora

No início de julho, Stana Katic participou de uma coletiva de imprensa virtual com jornalistas de vários locais do mundo (Polônia, Espanha, Brasil, México, Argentina) para divulgar a terceira temporada de Absentia. A atriz falou sobre suas cenas preferidas, os preparativos para o papel e a volta ao trabalho após a pandemia do coronavírus. Confira a entrevista publicada pelo site polonês Swiat Seriali.

O fãs terão muitas emoções na terceira temporada de Absentia: Stana Katic, a protagonista e produtora executiva, a descreveu em três palavras, como “cheia de ação, sexy e inspiradora“. No entanto, a terceira temporada não difere de suas antecessoras apenas quanto ao assunto, ambiente ou forma de contar a história, como dito pelos diretores de Absentia, Kasia Adamik e Greg Zgliński, em entrevista ao Interia.

Então, o que os fãs podem esperar dos novos episódios?

Resumindo: tudo. Absentia é um suspense divertido, então os fãs podem ter certeza de que estarão aflitos o tempo todo. A tensão aumenta de cena em cena, episódio após episódio. A terceira temporada foi filmada como um longa-metragem, todas as cenas constroem o final, elas conduzem à resolução do mistério maior. É uma temporada emocionante, estou orgulhosa dela e mal posso esperar para que o público assista.

Durante a coletiva de imprensa remota, a atriz comentou sobre as exigências de interpretar Emily. Acontece que conforme a personagem evolui, interpretá-la se torna um pouco menos exigente.

Depois que Emily se recuperou e rompeu com seu passado, interpretá-la tornou-se menos exigente psicologicamente. Na primeira temporada, quando conhecemos a heroína, Emily estava completamente destruída, sua vida estava envolta em mistério. O público tinha que decidir por si se confiava nela ou não. Na segunda, Emily carregava o peso do mundo sobre os ombros por causa do que aconteceu e do que ela havia feito na temporada anterior. Ela era insegura de si mesma e de seu relacionamento, incluindo o mais importante para ela: seu relacionamento com seu filho. Na tela, Emily passa por uma metamorfose, sua personalidade é fortalecida; a heroína aceita todos os eventos positivos e negativos de sua vida. Interpretar Emily é uma inspiração,” diz Katic e observa que esta temporada teve mais ênfase no lado físico.

Há muitas cenas de ação nos novos episódios, minhas e do resto do elenco. É um tipo diferente de desafio.

Uma coisa, porém, permanece a mesma: seu senso de justiça, ou melhor, o código de Emily e suas prioridades.

Emily estabeleceu claramente os limites: sua família é a prioridade; seu filho Flynn (Patrick McAuley) é importante. A sobrevivência é importante, todo o resto importa menos. Emily é contra o sistema, ela não se importa com organizações ou poder, ela o protegeria sem hesitação. Na segunda temporada, Emily voltou para o FBI por um único motivo: ela precisava de informações, não foi porque queria voltar para sua vida antiga. O único código que ela mantém é o código de Emily. Ela se parece com seu pai Warren (Paul Freeman). Nesta temporada, veremos mais cenas envolvendo eles e descobriremos o que torna a família o que ela é hoje, aquele vínculo entre Warren, Jack (Neil Jackson), Flynn e possivelmente Emily,” diz Stana.

No entanto, o próprio relacionamento entre o filho e a mãe muda um pouco. Por quê?

Nas primeiras duas temporadas, uma das principais motivações de Emily era proteger Flynn e mantê-lo seguro. Não apenas por causa do quão perigoso este mundo poderia ser, mas também porque Emily não conhecia seu passado, então ela poderia ser uma ameaça para ele. Agora, Flynn está crescendo e como Emily é uma mãe pouco convencional, a chegada dele à idade adulta mudará um pouco a dinâmica familiar.

As cenas familiares, e basicamente as cenas entre os irmãos Byrne, estão entre as cenas preferidas de Katic na terceira temporada. A atriz também chama a atenção para a trama de Cal (Matthew Le Nevez) e Nick (Patrick Heusinger).

Gosto muito da história de Cal (Matthew Le Nevez) nesta temporada e de sua relação com Emily. Construímos um grande mistério em torno de Cal, não apenas no roteiro, mas também por meio da imagem. Na terceira temporada, tenho dois diretores que conduziram a história de forma muito inteligente e construíram o mistério com cenas. Os espectadores devem prestar atenção especial ao personagem de Cal nesta temporada,” informa Stana.

Eu amo as cenas com Jack; o relacionamento de Emily com seu irmão. É divertido mostrar esta heroína de uma forma um pouco diferente, em um relacionamento normal de irmão e irmã. É legal e divertido, especialmente porque Jack e Emily agem como… bem, como irmãos normais agem uns com os outros.

E onde está Nick nisso tudo?

A terceira temporada começa alguns meses após os eventos da segunda. A família de Emily está lutando para aceitar o que aconteceu e encontrar alguma normalidade na vida cotidiana. Para proteger Flynn, Emily assume um papel um pouco mais protetor. Eu não acho que Nick (Patrick Heusinger) lidou com o que aconteceu nos episódios finais da temporada anterior. Ele entra no vórtice do trabalho e tenta fazer com que toda essa estranha situação familiar funcione, de alguma forma. Esses dois agora são amigos que estão criando um filho juntos e isso é algo que não vimos na TV até agora: duas pessoas maduras que já estiveram em um relacionamento antes cuidar do filho e serem amigáveis.

O tópico de Nick também é interessante porque, ao longo da temporada, Nick terá que lidar com suas emoções, responsabilidades e se reconciliar com o passado. “Patrick fez um ótimo trabalho. Temos atores realmente bons no elenco. Patrick, Neil, Matthew… Todos eles fizeram um ótimo trabalho.

Um aspecto importante na história de Emily Byrne é seu desaparecimento, as experiências traumáticas associadas a isso e o transtorno de estresse pós-traumático. Enquanto se preparava para o papel, Stana Katic leu muito (inclusive sobre as experiências de soldados durante a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais que não conseguiram atuar na sociedade, após sofrer traumas) e se aprofundou no assunto. Ela admite que interpreta o papel de uma deslocada e não é uma especialista na área da psicologia. O que ela pode fazer é interpretar Emily da melhor e mais respeitosa maneira, porque para muitas pessoas o estresse pós-traumático é uma realidade cotidiana.

Stana Katic também é a produtora executiva de Absentia. Os papéis são muito diferentes quando ele está trabalhando no set? Na verdade, não muito.

Não há diferença. Não há tempo para distinguir. Tenho que completar todas as funções em um dia. Se eu não estivesse diante da câmera, não participasse de uma reunião ou não tivesse ensaio, então, em raras situações, eu passeava ou fazia exercícios. Eu estava ocupada, felizmente colaborei com ótimos criadores e produtores que estavam no set o tempo todo. Eles são pessoas comprometidas com o trabalho, não estão apenas marcando as horas trabalhadas. Eles querem mostrar a melhor história. Temos uma ótima equipe e elenco, eles trazem uma energia tremenda ao set. Em um ambiente assim, parte da responsabilidade cai sobre você, porque você tem parceiros com quem pode dividi-las.

Ela considera o fato de ter sido convidada para ser produtora e poder fazer parte do processo de criação da série do início ao fim a melhor experiência de sua carreira. Embora admita que não conseguiu vencer todas as batalhas, ela tem parceiros em quem confia e que conduzirão a história de Emily da melhor maneira possível.

Stana Katic também observou que, quando questionada sobre seu papel como produtora, atrizes que combinam as duas funções não são novidade na indústria. A influência de algumas estrelas é simplesmente esquecida.

Acho importante não esquecer que combinar esses papéis não é uma coisa nova e que as mulheres influenciaram o início e o desenvolvimento do cinema. Katherine Hepburn foi a produtora e a atriz que cuidou disso na história do cinema e esteve muito envolvida em todo o processo de filme e personagem. Agora Charlize Theron e Sandra Bullock têm sua própria trajetória de carreira.

A atriz acha que você não pode sucumbir à crença de que alguém não pode criar seu futuro. “Todo ator ou cineasta, independente de raça, orientação sexual ou religião, deve lembrar que deve criar o conteúdo que deseja assistir.

A nova invenção também não é a de personagens multidimensionais, cheia de vantagens e desvantagens.

Acho que esse é o tipo de personagem já apresentado em Família Soprano. Os espectadores não querem ver um super-herói que não tenha fraquezas; estamos procurando um super-herói com falhas. Como público, somos psicologicamente maduros o suficiente que percebemos esta multidimensionalidade e procuramos um protagonista com quem nos identificamos a este nível.

Como os fãs da atriz provavelmente sabem, Stana tem raízes sérvias e cresceu nos Estados Unidos e no Canadá. Quando questionada se ela se inspira nos círculos em que cresceu e se Emily é uma autoridade, ela diz: “Existem pessoas em meu círculo com as quais sinto uma certa ligação, porque por algum período elas não podiam decidir seu próprio destino; tiveram que enfrentar forças mais poderosas do que suas pequenas comunidades e suas vidas eram ditadas como viver. A atitude deles me inspira, a atitude de mulheres e homens que, apesar das adversidades, criaram seu próprio futuro. Isso pode ser visto no mundo moderno, muitas pessoas focam na sobrevivência e em viver no dia a dia, o que também é uma forma de protesto. Acho que os espectadores se identificam com a personagem de Emily, porque ela passou por uma situação semelhante; ela sobreviveu. Sempre que você cria algo, você espera encontrar um público. Percebi que com as novas temporadas de Absentia, mais homens decidem assistir à série. Muitos deles se identificam com Emily, o que eu não esperava. Isso me dá grande satisfação, esses espectadores entendem a situação da heroína, sua vontade de sobreviver, a necessidade de proteger sua família.

Durante a coletiva de imprensa com Stana, também houve tópicos relacionados à situação mundial atual e ao estado da indústria cinematográfica. Afinal, o homem não vive só de série de TV. Então, como lidamos com as coisas negativas que estão acontecendo ao nosso redor?

Você conhece o filme Contrastes Humanos? É a história de um diretor que quer fazer um filme importante e profundo. Mas em algum momento ele leva um golpe na cabeça e se esquece de quem é. Ele pode conhecer o mundo de novo e percebe que as pessoas querem rir. Acho que precisamos disso, risos. Há muitas coisas acontecendo ao nosso redor, muitas coisas com as quais temos que lidar e muitas mudanças, mas temos que rir disso,” explica Katic.

A pandemia de coronavírus praticamente paralisou toda a indústria cinematográfica. Atualmente, o trabalho está começando lentamente nos sets de várias séries, mas os criadores, equipe de filmagem e atores têm que seguir muitas diretrizes complexas para proteger uns aos outros. Como será o trabalho no set? A pandemia afetou de alguma forma a produção dos episódios finais? Acontece que as filmagens de Absentia terminaram antes da paralisação.

Acima de tudo, o trabalho de pós-produção mudou“, diz Stana. “Todo o processo de edição ocorreu nas casas da equipe. Além disso, o processo de edição ocorreu principalmente na Polônia, apenas alguns pedaços foram editados em Los Angeles. A comunicação era muito interessante na época. Deixe-me colocar desta maneira: é muito mais fácil trabalhar na mesma sala com o editor, trocar comentários, testar algo, verificar… Trabalho remoto neste caso é uma coisa completamente diferente. Você precisa compartilhar muitos pensamentos por e-mail, por telefone e, frequentemente, em horários diferentes, durante a noite. Tudo isso aumentou um pouco o tempo de edição.

Quanto ao futuro… Muitas produções já estão prontas para começar, são séries cujas filmagens foram interrompidas ou não puderam ser iniciadas devido à pandemia. Certamente, o trabalho no set será diferente. Pode ser como estar em um campus universitário, no sentido de que as equipes estarão em um só lugar. Antes do início das filmagens, todos serão colocados em quarentena, testados para o vírus e permanecerão em alguma área designada. “Acredito que o sindicato dos atores fez recomendações. Estou feliz com isso, porque os produtores e atores têm uma responsabilidade enorme, eles têm que garantir a segurança da equipe. Todos nós precisamos cuidar uns dos outros. Estou ansiosa para o momento em que as pessoas poderão fazer o que amam novamente,” acrescenta a atriz.

Screen Rant: Stana Katic fala sobre ‘Absentia’ e sua experiência como produtora executiva

Stana Katic falou sobre a terceira temporada de Absentia, incluindo a dinâmica familiar em constante mudança de Emily e a experiência da atriz como produtora executiva.

A terceira temporada de Absentia estreou no Amazon Prime em 17 de julho e a série de suspense mostrou sua heroína lutando por sua família mais uma vez. A série foi ao ar pela primeira vez em 2017, focando na atuação brilhante de Stana Katic como a agente do FBI Emily Byrne, que foi resgatada do cativeiro depois de seis longos anos e partiu para juntar os pedaços de sua vida, quando ameaças familiares ressurgiram ao seu redor.

No início da terceira temporada, Emily está finalizando seus dias de suspensão do FBI, mas hesitando em voltar. Em vez disso, ela está mais focada em cuidar de seu filho Flynn (Patrick McAuley) com a ajuda de seu ex-marido (Patrick Heusinger). Mas, como tende a ser o caso, seus planos são interrompidos quando uma pista destinada a resolver a última série de crimes leva o perigo direto à sua porta.

Katic, que não apenas estrela o drama da Amazon [no Brasil, no Canal AXN], mas também o produziu, conversou com o Screen Rant sobre sua paixão pela série. Ela compartilhou sua visão sobre o processo criativo dos bastidores e mergulhou mais profundamente nos relacionamentos de Emily não apenas com sua família, mas também com sua fonte relutante, Kai (Kaja Chan) e seu ex-parceiro no FBI, Cal (Matthew Le Nevez). Spoilers específicos foram evitados, mas não custa nada maratonar a terceira temporada antes de ler.

Nesta temporada de Absentia, o caso está mais próximo a nós com imigrantes sendo maltratados e até mesmo a ideia de um cartel de tráfico de órgãos. Os escritores têm consultores do FBI ou fazem conexões com o mundo real ao discutir a logística de cada enredo?

Stana Katic: Will Pascoe é nosso showrunner e ele tem um contato no FBI; ele também possui contatos com ex-Forças Especiais e assim por diante. Então, ele estava usando os cérebros deles como pontos de referência e os usando como consultores durante todo o processo. Ele até trouxe um agente, porque os caras queriam conhecer alguém. Ele trouxe um ex-agente do FBI, que foi tão gentil e generoso com informações sobre casos em que ele havia trabalhado. Ele também era ex-militar, então ele pôde compartilhar algumas dessas informações.

Claro, é nosso trabalho tentar usar referências do mundo real. Os roteiros foram feitos há um ano e terminamos as gravações no final de dezembro. Então, muitas coisas que saíram desde então são uma coincidência estranha. Não acho que ninguém teria previsto isso.

Mas, além de buscar recursos do mundo real, e simplesmente estando cientes do que está acontecendo no globo, tínhamos uma equipe e um elenco que basicamente vinha de todos os lugares – fossem eles vindos de ou originários dos países Canadá, EUA, Israel, Costa Rica, Bulgária, Inglaterra, Austrália, África do Sul, França, Noruega, País de Gales, Polônia, Suíça, etc. Do nosso showrunner e produtores ao nosso elenco e equipe, este é um grupo de pessoas que deram à nossa história uma enorme quantidade de atenção e também experiência no mundo real. As pessoas que eram de Israel estavam acompanhando de perto as eleições que estavam acontecendo na época e isso faz parte do diálogo. Algumas de suas experiências também fizeram parte do diálogo no set e algumas das experiências de pessoas da Bulgária e da África do Sul e assim por diante.

Esta é uma história global influenciada por pessoas de todo o mundo. E isso é algo que eu acho que é crédito da cultura da série que foi sustentada pelo nosso showrunner, que é que a melhor ideia vence. Se um cenógrafo tiver uma ideia de como resolver o problema, nós o escutamos. Se um cara do som lhe desse um sinal de positivo no final do dia, você poderia ir para casa satisfeito, sabendo que foi realmente um ótimo dia. Porque todos participaram da produção da série e todos se empenharam em contar a melhor história que podiam.

Algumas dessas pessoas tiveram experiências da vida real que eles podiam compartilhar para expandir o escopo da história. Dito isso, a sala dos roteiristas propositalmente – ou talvez não, só para saber – tinha um histórico de grupo muito amplo. Isso. E ums roteirista, cuja descendência era mexicana-estadunidense, foi muito influenciada por algumas das discussões sobre a fronteira que estava acontecendo. Especialmente das crianças sendo separadas dos pais e isso é algo que eu acho que inspirou parcialmente a história dos refugiados sírios. Para outras pessoas na história e pessoas que participaram, elas sabem sobre os refugiados sírios, porque elas estão na Europa e foi uma experiência muito real para todas elas. Houve uma enxurrada de pessoas da Síria que passaram por países europeus nos últimos dois anos ou mais.

No final das contas, esta é uma equipe muito global, e eles trouxeram suas experiências da vida real. E também trouxeram uma consciência das atividades em todo o mundo.

Claro, você também é produtora executiva de Absentia e tenho certeza que dá alguma contribuição. Isso influenciou ou inspirou você de alguma maneira a continuar perseguindo o lado criativo ou de negócios da narrativa?

Stana Katic: Eu acho que existem alguns atores que são apenas atores e eu acho isso lindo. Eles são poderosos; eles são ótimos contadores de histórias nesse sentido. Mas existem alguns atores que são contadores de histórias e eu conheci vários deles. Eu trabalhei ao lado de um; Matt Le Nevez é um contador de histórias incrível. No final das contas, aí é onde me encaixo mais confortavelmente.

Mesmo em trabalhos anteriores, eu sempre me sentei na mesa de vídeo e observava os diretores e conversava com eles e os escritores. Eu perguntava o porquê deles estavam usando esta tomada. Qual é a intenção psicológica por trás de colocar um personagem no canto superior direito e no canto inferior esquerdo? Coisas assim. E eu sempre fui bem recebida por toda a equipe para entrar ao mundo deles.

As pessoas compartilharam sua arte comigo, desde operadores de câmera, que me deixavam dar uma olhada nas cenas que eles estavam fazendo e às vezes até rodar a câmera por uma ou duas tomadas, até figurinistas e cenógrafos e assim por diante, que sempre me levavam a seus escritórios sempre que eu os visitava para passar o tempo. E então comecei a fazer perguntas, como você faz quando está trabalhando com pessoas por muitos anos. Eu realmente amo o mundo de fazer uma história nessa perspectiva global abrangente e contribuir para a história desse ângulo, bem como contribuir para a história da perspectiva de um personagem.

Ser recebida e acolhida pelo lado da produção foi um presente – e isso foi algo que me foi oferecido no início do processo desta série. E eu acho que, de muitas maneiras, cabe a atores e atrizes, embora eu geralmente não use esse termo, se sentarem à mesa se o lugar for oferecido a você. E podemos oferecer uma perspectiva no desenvolvimento de histórias que nem sempre podem ser imediatamente pensadas ou disponíveis se não ocuparmos este lugar. É bom poder contribuir; foi bom poder colaborar.

Digo isso genuinamente, trabalhei com um ótimo grupo de pessoas. Tivemos desafios ao longo do caminho. Você nunca tem tempo suficiente, nunca tem um orçamento grande o suficiente, nunca tem o clima perfeito e coisas assim. Então, você está constantemente pensando rápido e tentando fazer as coisas fazerem sentido. E eu sei que quando estávamos ao telefone para algumas dessas reuniões, ríamos de alguns pontos depois de refletir sobre o assunto por horas. Ficávamos, “Alguém vai saber o quanto analisamos em excesso essa minúcia de um detalhe?” Estamos debatendo pequenos detalhes sobre “Como isso se encaixa no arco do personagem do Nick?” Esses tipos de minúcias e no final ficávamos, “O público nunca vai saber de nada.” Mas ninguém conseguia desistir. Era  aquela última pincelada que era realmente importante para todos, tentar extrair o melhor que pode de uma história como essa em um orçamento como esse e em uma linha do tempo como essa. Tipo, putz grila.

Falando no arco do Nick, a dinâmica familiar é muito importante e central para a personagem de Emily. Ela quase parece estar o mais estável que já esteve, no início da terceira temporada, embora ainda haja a horrível verdade sobre Alice que até o Flynn ainda não sabe. Como Emily manobra essa nova dinâmica?

Stana Katic: O estilo parental de Emily é diferente do de Nick. Nick é protetor em manter uma versão idealizada do mundo e da vida para seu filho. Enquanto Emily sempre foi uma mãe que dizia: “Não, diga a verdade a ele. Vou contar a verdade aos meus filhos sempre, não importa o que aconteça.

Tudo o que a motivou nas últimas três temporadas foi o Flynn. O amor dela pelo filho, os medos dela pela segurança dele – estou falando até mesmo sobre a segurança dele em relação a ela e do que ela era capaz, assim como a segurança do mundo que a criou. Este é um mundo muito mais sombrio do que qualquer pessoa ao seu redor poderia ter imaginado. Acho que ela sempre foi protetora com ele e com a estabilidade dele e é por isso que ela assume esse papel de co-parentalidade da maneira que ela faz. Tipo, ela está morando no porão de Nick. Não é chique. Ela não cruza para o andar de cima da casa tranquilamente. Quando ela sobe as escadas, esse é um limite que ela pediu para ultrapassar conscientemente e que está muito ciente. Não é como se ela estivesse andando livremente pela casa; ela está lá para apoiar e manter seu filho seguro e são.

Acho que o que acontece esta temporada é que testemunhamos Flynn crescer. Ele cresce e sai da asa protetora dessa mãe nada convencional e essa iniciação na vida adulta resulta em mudanças irreversíveis para esta família. Quando falo sobre família, a órbita de Emily é Warren, que é o patriarca dessa família e que sempre pressionou seus filhos para que a família estivesse em primeiro lugar; acima de qualquer instituição, acima de qualquer lei, acima de qualquer coisa. Esse cara é uma figura ocidental clássica.

Então, acho que quando Flynn cresce nesta temporada, isso mudará as coisas permanentemente para sua família, que é para o melhor. Tipo, ele mostra que é filho de sua mãe no final das contas. Ele é o pequeno Batman, com certeza.

Uma das dinâmicas que eu realmente adorei nesta temporada, que eu não esperava, foi da Kai e da Emily. Você pode falar sobre seu relacionamento fora das telas com Kaja Chan, bem como sobre como a Emily se sentiu em ter essa fonte sob sua proteção?

Stana Katic: Sim. Primeiro de tudo, a dinâmica no set é que eu adorei essa atriz. Ela é forte; ela veio tão bem preparada. Ela é tão esperta e adicionou valor agregado ao longo do processo e topava qualquer coisa. Fico feliz que você tenha gostado da dinâmica, porque tentamos botar para fora o máximo possível. Há uma química estranha entre as duas, que é a de irmã mais velha-irmã mais nova, de certa forma.

No final das contas, Kai é uma hacker. Ela traz o pior do mundo para a órbita da família de Emily – sem querer, mas traz. Esse é o catalisador para tudo o que acontece nesta temporada e isso,eventualmente, leva ao sequestro de Nick. Isso simplesmente acaba com toda a base de segurança para a família. Acho que, para Emily, Kai como personagem é uma responsabilidade; uma responsabilidade relutante. Ela é meio chata com a Emily muitas vezes, sabe? Há algo muito encantador em como, eventualmente, elas meio que se apaixonam uma pela outra e, no final das contas, cuidam uma da outra. Eu acho que há uma mudança para Kai, também, onde ela percebe que as ações que ela tomou destruíram essa dinâmica familiar; esta dinâmica familiar muito precária. Mesmo que seja não intencional.

E acho que, para a Emily, ela assume a responsabilidade de salvar essa pessoa em risco ou protegê-la. Por mais marginalizada que Emily seja, por mais contra sossegar que ela seja, acho que o que a torna uma heroína é que ela protege aqueles que são vulneráveis ​​e estão em risco. Vemos [a ajuda dela] várias vezes ao longo dessas comunidades e pessoas que estão em risco. Isso é parte da mudança, porque toda aquela energia estava realmente focada em seu filho e, eventualmente, ele se torna independente. Ele pode se defender sem a ajuda dela e quando isso é revelado a todos, essa energia também muda para o mundo em geral. Isso é parte do grande arco geral da história.

Sem estragar o final, devo dizer que amo o Cal e seu relacionamento com a Emily. O que você acha que o diferencia como o parceiro certo para ela?

Stana Katic: Eu acho que ele é um mistério e ele será um mistério durante uma grande parte desta temporada. E acho isso uma coisa boa. Tudo o que os contadores de histórias fizeram – da fotografia aos ângulos da câmera e pausas para tudo – foi tudo com propositalmente com a finalidade de manter Cal um mistério até que você entenda suas verdadeiras intenções. O que você realmente não entende até o finalzinho. Esses são dois personagens deslocados; eles são alienígenas. São personagens que viram o pior da humanidade e de si mesmos.

Em última análise, para eles, todos têm um anjo e um demônio dentro deles. E eles realmente enfrentaram seus próprios demônios. Eles o viram e isso é algo do qual muitas pessoas não conseguem voltar. Vemos isso em guerreiros feridos que voltaram de batalhas em todo o mundo ao longo da história. Estamos falando sobre estresse pós traumático militar, estamos falando sobre tudo isso. As pessoas têm dificuldade em voltar à sociedade normal, porque elas viram como tudo pode ficar louco. É daí que vem um milhão dessas histórias que são muito, muito reais, sobre pessoas vendo o pior que os humanos são capazes de fazer.

Esses dois personagens são alienígenas no âmbito do globo, porque eles viram o pior e é impossível se reintegrar quando se viu isso. Então, de repente, esses dois deslocados cósmicos se encontram e há uma compreensão realmente profunda. E através dessa compreensão, também há a capacidade de perdoar um ao outro. Porque o que eles vêem é que, embora tenham visto o pior da humanidade e também tenham participado disso – não por escolha própria, porque você pode ir para a escuridão de propósito por causa de finanças ou aclamação, mas você também pode ir para a escuridão e nem perceber que as escolhas de vida que você fez o enviaram nessa direção.

Então, não por escolha, mas eles estão lá. E é muito difícil sair disso, quando você sabe que isso está em você, nas pessoas ao seu redor e no mundo em geral. É. E ao se encontrarem, eles se veem e são capazes de se perdoar e se perdoar. Há uma cura na união.

Se você pensar nesse cara, ele viu de tudo. Ele provavelmente teve que manter amigos que viram o combate ou teve que sair dessa experiência de combate. Nesta temporada você entende isso. E as coisas sobre as quais falamos, estamos apenas mencionando nisso. Você poderia fazer uma série inteira somente sobre o Cal e a experiência dele. E a verdade é que tínhamos pessoas no set que diziam, “Não, é assim que acontece.” Então, este é o mundo real, em última análise. Só dá para indicar isso em uma história como a nossa, que tem uma trajetória claramente traçada pelas experiências dessas pessoas e pelas repercussões dessas experiências.

InStyle: Stana Katic fala como é ser protagonista de uma série de ação

Entrevistamos Stana Katic, que retorna com a terceira temporada da série do Canal AXN, Absentia, da qual também é produtora. Ela nos conta mais sobre sua personagem, a agente do FBI Emily Byrne, e os desafios que enfrentou.

Emily é uma mulher muito forte, o que mais você tem em comum com ela?
Esta é uma pergunta que me fazem muito, parecemos iguais, hahaha. Eu a admiro muito, quem vive um trauma e é capaz de passar de vítima para sobrevivente e libertador, isso é algo que me faz respeitá-la muito.

Fazer tantos papéis como agente da força policial faz com que você queira ser uma na vida real?
Não, eu seria horrível. Eu sou muito brincalhona, eu rio o tempo todo. Eu não penso nessa personagem como uma agente, eu a vejo como alguém que pensa fora da caixa, ela não se concentra mais em ser parte do FBI. Ela tem todas as ferramentas para avançar, ela não planeja voltar ao passado. Essa personagem é muito dupla, ele gosta de estar fora das normas da sociedade. Estou muito interessada nisso, porque é diferente de interpretar alguém que é regida pelas leis. É difícil para ela entender o que é normal, os códigos culturais e toda a sua família tem um código de conduta muito diferente; para Emily, o mais importante é dar ao filho um ambiente saudável para crescer.

Como você se prepara para fazer suas personagens, Stana?
A Emily muda a cada temporada e isso me anima muito como atriz. Para mim, se trata de ler livros como O Fio da Navalha e textos de pessoas que foram mantidas em cativeiro; outro é The Power of the Herd, sobre ser um líder baseado no pensamento de curto prazo. Reuni muitas informações para essa personagem e sua resiliência. Para a segunda temporada, foi um pouco mais físico, eu tive que treinar muito, a motivação dessa personagem era se reunir com seu filho, mas ela estava em perigo e essa foi uma batalha interna para Emily. Fisicamente, treinei para estar em forma e eles também ajudaram muito com meu cabelo e maquiagem. A maneira como a equipe de figurinos funciona é incrível, eles sempre sabem como me vestir para a personagem, a mulher que faz isso se chama Olga e sabe muito bem como se expressar através das roupas, por exemplo, a renda preta, que demonstrou o comportamento de mulheres desafiadoras e sensuais. Agora, na terceira temporada, trata-se de perguntar o que é normal.

Stana, qual foi o seu maior desafio e a melhor parte desta série?
Há algo muito libertador em ser uma mulher feroz e livre; houve momentos nesta temporada em que pude explorar a personagem e do que ela é capaz quando é ela mesma. A parte mais difícil foi uma cena em que eu tive que dirigir um carro manual, um de nossos dublês, Alko, me ensinou. Eu não sabia e foi um grande desafio, depois que eles me ensinaram, fizemos uma pausa durante um mês e, quando voltei, obviamente não me lembrava mais, mas não pude fazer nada porque eu disse que não queria um dublê. Vou apenas dizer que todos deixaram o set intacto naquele dia.

O que você mais gosta em fazer parte da equipe de produção?
Tenha uma voz. Eu já tenho experiência suficiente, foi quase por osmose, mas estar no set por tantas horas dá um valor agregado. A melhor coisa que me aconteceu foi trabalhar com uma equipe incrível com pessoas de todo o mundo, como Canadá, França, Suécia, África do Sul, pessoas apaixonadas e que querem contar a história da melhor maneira possível. Para mim é muito significativo.

O que significa ser uma mulher durona para você e quem o inspira?
Olha, ela é uma mulher capaz de ser responsável, mas também de responsabilizar os outros. Minha mãe e milhares de mulheres me inspiram, somos seres fortes que constantemente me surpreendem.

Quais outros personagens você deseja fazer no futuro?
Eu quero ter orelhas pontudas, eu adoraria ser um ser fantástico. Eu fiz testes para Star Treck, eu quero fazer isso. Também uma comédia, seria incrível aprender com os melhores.

Stana, que mudanças você deseja ver na indústria do entretenimento?

Uma coisa é falar sobre a criação de um espaço aberto para ter diversidade, mas é hora do protagonista ser indicativo de todas as lindas raças, religiões, culturas e gêneros. Devemos falar sobre as belas diferenças e as histórias que realmente refletem o mundo em que vivemos.

Mais de Absentia

Absentia foca na agente do FBI Emily Byrne (interpretada por Stana Katic) que, enquanto caçava um dos assassinos em série mais procurados de Boston, desapareceu sem deixar rasto e foi declarada morta. Seis anos depois, Emily foi encontrada em uma cabana na floresta, quase morta e sem lembranças dos anos que estava desaparecida. A terceira temporada começa após os dramáticos eventos da segunda temporada, com Emily chegando ao fim de sua suspensão do FBI e trabalhando duro para ser a melhor mãe possível de Flynn. Tudo mudará quando um dos casos criminais de Nick Durand se torna muito pessoal, ameaçando a vida da família que Emily tenta desesperadamente manter unida.

El Tiempo: ‘Absentia’ revela os traumas e lutas de uma agente do FBI

Emily Byrne sobreviveu a um sequestro, a vários ataques e a um passado traumático, mas agora ela terá que lidar com um dos desafios mais intensos de sua vida: tentar manter sua família segura.

Esta frase, com um ar de mensagem de trailer de estreia, é na verdade o arco da trama da terceira temporada de Absentia, um drama policial que coloca a atriz Stana Katic de volta aos holofotes.

Katic, conhecida por seu trabalho na série Castle, queria mudar seu históricos de atuação há dois anos, quando recebeu o roteiro de Absentia e soube que queria entrar na pele de Byrne, mostrar seus traumas e seus processos de cura. Foi em 2017 que essa história decolou nas telas, contando a dolorosa jornada de uma agente do FBI que desapareceu, é dada como morta, mas depois volta e resolve ela mesma este mistério.

Com o passar das temporadas, percebeu-se que Emily não seria esse tipo de personagem fria e calculista. De fato, na segunda temporada e agora, ela consegue vencer algumas batalhas para dar outro ar à sua vida, mas ainda é frágil e está com medo.

A terceira temporada de Absentia, que estreou em 13 de julho (segunda-feira, às 21h55 no canal AXN), exibe essa característica de sua personalidade, mas a contrasta com uma história muito mais violenta. “Conseguimos tornar essa nova temporada mais emocionante e cinematicamente mais intensa,” adianta Katic em entrevista ao EL TIEMPO.

Ela está animada com essa parte da nova marca de identidade da série, mas ao mesmo tempo insiste que, a cada golpe, tiro ou lesão física, as fraturas emocionais continuam a doer mais.

Agora Emily está tentando se reconectar com a família que ela quase perdeu após seu desaparecimento. Essa é a obsessão dela nesta temporada, ser uma mãe melhor para seu filho Flynn e ter um pouco de normalidade em sua vida,” explica a protagonista.

Tenho que dizer que essa personagem é definida precisamente pela dificuldade que ela tem em dominar as situações que experimenta, ela é como uma espécie de anti-heroína que assume desafios muito pesados ​​e só tenta sobreviver (…). Acho que são essas deficiências que se conectam muito bem com o público, que encontram uma personagem muito plausível, que vive e luta como muitos dos que assistem à série do outro lado da tela,” explicou.

Agora Flynn está crescendo e tendo novos conflitos, mas ele pode entender muito melhor o que sua mãe passou. Bem como Nick, que era meu marido na série e agora está tentando fazer outro tipo de convivência funcionar com Emily, o que gera um estilo diferente de relacionamento na TV, mais focado em criar o Flynn,” lembra a atriz.

Ela também admite que ama que Emily, apesar de se mover pelo campo da justiça, não seja a favor das organizações, mas estabelece suas próprias regras e segue seus instintos.

Ela é meio que uma pessoa deslocada; de fato, quando ela voltou ao FBI na segunda temporada, não o fez por convicção, mas porque precisava de material e informações para resolver seus mistérios,” lembrou a atriz canadense.

Ela representa aquele grupo de pessoas que parecem não se conectar muito bem com o entorno e eu sinto que elas não se encaixam ou entendem o tipo de vida que estão experimentando ou as situações complexas que lhes são reveladas no mundo.” Stana Katic esteve totalmente envolvida nesta aventura, a ponto de também ser a produtora da série.

Isso é muito exigente e, especialmente neste momento, porque é um trabalho que teve que ser realizado sob certos parâmetros, como editar na Polônia ou trabalhar em detalhes de pós-produção em Los Angeles, ajustando detalhes através do telefone a qualquer hora do dia ou da noite ou enviando e-mails, para tornar esta jornada algo impressionante. Embora, de fato, eu defina essa temporada como mais sexy e com mais poder,” finaliza Stana Katic.

Trailer oficial de ‘A Call to Spy’ é divulgado

A distribuidora estadunidense IFC Films (da AMC Networks) divulgou na tarde de hoje um trailer com imagens inéditas do filme A Call to Spy.

No filme que conta a história das recrutas femininas de Winston Churchill na Segunda Guerra Mundial estreará nos cinemas e plataformas de streamings selecionadas estadunidenses em 2 de outubro. No Brasil, ainda não há previsão de estreia.

No início da Segunda Guerra Mundial, com a Grã-Bretanha começando a se desesperar, Churchill ordena a sua nova agência de espiões – a Executivo de Operações Especiais (EOS) – que recrute e treine mulheres como espiãs. A missão assustadora dela: realizar sabotagem e construir uma resistência. Vera Atkins (Stana Katic de Absentia), espiã da EOS, recruta duas candidatas incomuns: Virginia Hall (Sarah Megan Thomas de Equity), uma americana ambiciosa com uma perna de pau, e Noor Inayat Khan (Radhika Apte de Sacred Games), uma muçulmana pacifista. Juntas, essas mulheres ajudam a minar o regime nazista na França, deixando um legado inconfundível. Inspirado em histórias reais, este roteiro original baseia-se em arquivos da EOS, do Escritório de Serviços Estratégicos e da CIA.

As distribuidoras Signature Entertainment e Rialto Distribution adquiriram os direitos para o filme no Reino Unido e Austrália, respectivamente. No Reino Unido, a estreia de A Call to Spy está prevista também para outubro. A estreia australiana deve acontecer logo em seguida.

Stana Katic e Will Pascoe falam dos temas da terceira temporada de ‘Absentia’ e o futuro da série

Em uma entrevista exclusiva ao site MEAWW, a atriz e produtora Stana Katic e o showrunner Will Pascoe falaram sobre incluir a questão dos refugiados sírios na terceira temporada da série e o futuro dela.

A terceira temporada de Absentia estreou na Amazon Prime Video (Estados Unidos, Reino Unido, Itália e alguns países da Europa) em 17 de julho. Na terceira temporada, Stana Katic, Matthew Le Nevez e Patrick Heusenger, entre outros, reprisam seus papéis como Emily Byrne, Cal Isaac e Nick Durand em uma emocionante série criminal de suspense que aparentemente chega ao fim, quando Emily conseguiu obter justiça para si mesma, sua família e outras vítimas nesta temporada, mas o final também deixa a possibilidade de um novo começo para a Agente Especial Byrne, se a série for renovada. Nesta entrevista exclusiva com a atriz e produtora executiva Stana Katic e com o showrunner Will Pascoe, ficamos sabendo do que aconteceu durante a produção desta temporada, especialmente os temas – a crise dos refugiados, golpes experimentais de empresas farmacêuticas, tráfico de órgãos – e a representação do mesmo.

Falando sobre como eles incluíram com sucesso a transferência de refugiados sírios, empresas farmacêuticas desonestas que tentam lucrar com pessoas em risco, Pascoe disse que houve muito trabalho duro e muitas noites tardias. Ele explicou: “Temos sorte de termos uma excelente equipe de roteiristas que realmente se empolgou com as histórias que queríamos contar nesta temporada. E queríamos falar sobre alguns dos problemas do mundo que poderiam ser colocados em evidência.

Ele também acrescentou: “Apenas queríamos falar sobre algumas das coisas que acontecem no mundo, dramatizá-las e colocar nossos personagens nessas situações e fazer com que eles tenham escolhas difíceis diante deles, para que possamos ver o que eles fazem e como saem disso, como saem mudados e afetados por essas decisões e experiências.

Pascoe também valorizou a ótima equipe que a série teve na Bulgária e como eles ajudaram a trazer com sucesso um conceito para a tela. Stana Katic, que também atua como produtora executivo da série, acrescentou: “Esta é uma história muito internacional que está sendo contada por uma equipe internacional, nosso grupo estava chegando de avião ou vindo de todo o canto do mundo, e eu estou falando da Costa Rica, África do Sul, França, Israel, Polônia, EUA, Grã-Bretanha, todas as áreas da Grã-Bretanha.

Ela disse que essa equipe trouxe não apenas seu talento criativo a bordo, mas também sua visão de mundo, e como a equipe se importava com o que estava sendo dito e retratado na série. Ela explicou, “Quando eu pedia que o nosso mixador de som de Israel falasse comigo sobre as experiências que estavam sendo passadas para ele na tela… Foi uma experiência muito bonita contar esta história junto com a sua perspectiva global.

Uma das coisas que a série aborda é o tráfico de órgãos e também muito no início da temporada. Falando sobre se essas foram idéias orgânicas que foram desenvolvidas em continuação com as temporadas anteriores ou se fizeram uma tentativa consciente de esclarecer essas questões específicas, Pascoe disse que as questões eram pessoais e importantes para ele. Ele também acrescentou que um dos roteiristas da série, Katrina Cabrera Ortega, é mexicana-americana de quinta geração que foi profundamente afetada pelo que estava acontecendo na fronteira sul, quando as famílias estavam sendo separadas. Isso o levou ao pensamento de como dramatizar algo assim e se isso poderia ser colocado no mundo de Absentia. Ele também explicou que Katic também o inspirou a incluir esses temas na série.

Falando sobre Stana Katic, ele disse, “Parte de toda a inspiração da temporada foi como meu primeiro encontro com Stana (Katic). E eu entendi que ela estava meio envolvida com o mundo e envolvida com questões políticas e sociais. Ela estava simplesmente muito mais conectada e comprometida do que eu imaginava.

Ele acrescentou ainda: “Ela realmente lê muito. Ela é uma pensadora profunda. E eu fiquei tipo, ‘tá, então a atriz está meio que dedicada a essas coisas. Então, por que não simplesmente planejamos a temporada para olhar para algumas dessas questões, porque eu gosto disso, a estrela da série, que também é uma produtora executiva e que também gosta disso foi um pouco inspiradora. Tipo, podemos contar para um ótimo suspense de caráter psicológico, mas também explorar o mundo em que vivemos agora, na esperança de abrir os olhos do público para coisas maiores das quais eles talvez não estejam cientes e tentar envolvê-los e fazê-los dar uma olhada mais profunda no mundo em que vivem.”

Sobre o futuro da série, Will Pascoe brincou que, para não vermos mais o Flynn sofrendo, a quarta temporada serie um “seriado cômico e todos meio que ficariam na sala de estar,” Stana Katic completou que eles estariam fazendo musicais. Mas falando sério, Will Pascoe comentou sobre o futuro da série, “Não sabemos ainda sobre a quarta temporada. A terceira temporada precisa de ser lançada na Amazon e os poderes lá de cima têm que tomar alguma decisão sobre a série e o futuro dela e coisas assim. Então, agora estamos apenas nos divertindo com a empolgação da terceira temporada, que será lançada em algumas horas, e esperando que as pessoas a amem e assistam com a mesma paixão que eles a esperavam.”

Emmy: Amazon Studios considera Stana Katic na premiação de 2020

Em abril, antes mesmo do lançamento da terceira temporada de Absentia, o site norte-americano especializado nas premiações do Emmy, o Gold Derby, informou que a Amazon Studios havia enviado sua lista de nomes a serem considerados à indicações referentes às temporadas 2019-2020.

Por sua atuação na segunda temporada de AbsentiaStana Katic aparece na campanha de indicação do estúdio à Atriz Protagonista em Série de Drama e Patrick Heusinger, seu colega de elenco, como Ator Protagonista em Série de Drama.

Os indicados ao Emmy Awards 2020 serão revelados em uma transmissão ao vivo em 28 de julho, terça-feira, a partir das 12:30, no site oficial do evento. No Brasil, a partir das 12:10, o canal TNT fará uma transmissão ao vivo do evento mostrando as indicações e comentando sobre os indicados. Esta transmissão ao vivo também acontecerá no YouTube, Twitter e Facebook no canal.

A cerimônia de premiação está prevista para acontecer em 20 de setembro, com Jimmy Kimmel como apresentador. Provavelmente, este será um evento remoto, sem o comparecimento dos indicados, membros da instituição e demais convidados.