A estrela de Absentia fala sobre a experiência dela na série criminal Castle e como o seu papel atual é diferente

A ex-estrela de Castle, Stana Katic está de volta como a agente do FBI supostamente morta, Emily Byrne, na segunda temporada de Absentia (na Amazon Prime Video). Aqui, a atriz de 41 anos dá uma prévia da nova temporada e reflete sobre as lições aprendidas durante a sua época em Castle e a maneira tumultuosa que a série acabou, com a sua demissão da série pouco antes de ela ser cancelada completamente.

Onde encontramos a Emily no início da segunda temporada?
Uma das coisas que motivavam a Emily na primeira temporada era o conhecimento de que o filho dela ainda estava vivo e, talvez, um dia ela poderia sobreviver a tudo e se reunir a ele. E há um evento no final da primeira temporada que coloca tudo em questão. No topo da segunda temporada, ela está tentando descobrir o que aconteceu quando ela estava em cativeiro e quem a sequestrou. Os segredos que todo mundo têm começam a ser revelados e os personagens que estavam, em algum momento, trabalhando em apoio a Emily, descobrimos um pouco dos lados obscuros deles.

Você sofreu muito, interpretando a Emily. Quão difíceis foram as cenas de tortura na água?
Gravamos isso por tantos dias, que inferno! Eu disse, “Pessoal, podemos simplesmente guardar isso em um grande arquivo de tortura de água, para que eu não tenha que fazer isso de novo?” Se houver uma terceira temporada, seria ótimo se tivéssemos isso guardado e sabermos que podemos usar.

Você consegue sair da personagem facilmente?
Foi desafiador, com certeza. Estávamos gravando na Bulgária e eu estava lá [sem a minha família] por grande parte disso. Então, felizmente, eles foram poupados de qualquer consequência. Mas não há nada que uma taça de vinho não consiga curar no final da noite.

Como é trabalhar com o nosso Matthew Le Nevez, que interpreta o agente do FBI Cal Isaac?
Ele foi fenomenal. Eu vi todos os 10 episódio e vocês vão amá-lo. Matt é um daqueles caras que apenas brilha.

Já se passaram três anos desde o fim de Castle. As pessoas ainda te perguntam sobre a personagem, quando eles te reconhecem?
Sim, as pessoas ainda me abordam e ainda ficam animadas com essa personagem, porque ela ainda está no ar internacionalmente. E eu adoro quando eles sabem o meu nome e talvez não o nome da minha personagem, ou talvez também o nome da minha personagem. Eu trabalhei muito duro nessa série e ela fazer sucesso e ser querida por um público, isso é importante para mim. E eu sinto que tenho que proteger isso para o público, especialmente porque muitos deles realmente adoraram ela.

Você estrelou em Castle por anos, numa época em que as mulheres nem sempre tinham o mesmo respeito que os homens naquele mundo. Que lições você aprendeu durante o seu período na série?
Paciência, consistência … Há tantas vezes que eu saio por aí e é apenas suposto, por eu ter o título de atriz, que talvez eu não seja necessariamente tão capaz no momento. E, então, você tem que aturar isso e dizer: “Certo, é aquele tipo de situação”. Eu entrei em salas onde sei que há uma suposição de que você pode não ser tão inteligente quanto eles. Mas também trabalhei com pessoas realmente maravilhosas. Especialmente agora, estamos tendo uma ótima experiência colaborativa. Então, eu não sei se é uma coisa masculina/feminina ou se são apenas os atores em geral, mas eu sei que ter paciência para lidar com essa suposição e daí a consistência para continuar atuando no seu melhor, isso geralmente elimina esses preconceitos e depois podemos começar a trabalhar.

Você aprendeu como pedir o respeito que você merece ou você sempre foi capaz de falar?
Não, eu nem sempre fui capaz de falar. E também não fui boa em estabelecer limites e isso é algo que ainda estou aprendendo. Mas acredito que nada cria respeito e um espaço criativo engajado como consistência, trabalho duro e paciência.