Por Beatrice Belli

Amo tanto a Itália que passei o verão gravando um filme em Firenze

Como foi trabalhar com Alessandro Preziosi e Alessandra Mastronardi?
Infelizmente não tivemos cenas juntos, mas me pareceram muito inteligentes. É incrível ver como as pessoas se entusiasmam ao reconhecê-los por onde passam. Estou realmente contente de que eles tenham feito parte do filme; acredito que terão um papel fundamental para levar o publico italiano ao cinema.

Você fala muito bem italiano. Há alguma fala nessa língua no filme?
Minha personagem é casada com Marco Bonini, que é italiano; então, com ele, eu troco algumas falas nessa língua. Além disso, minha personagem trabalha como professora. Deve ter sido um pesadelo para minha equipe terem me escutado por horas enquanto explicava o subjuntivo: “Dúvida, o subjuntivo expressa dúvida, incerteza”. Pessoal, escutem! (diz em italiano, com a sua melhor voz de professora). Mas o verdadeiro protagonista do filme é Brett Dalton, então, o filme é rodado em inglês.

Você poderia nos contar alguma história “detrás das câmeras”?
Tem uma muito engraçada: um dia estávamos gravando em um beco de Firenze quando, no meio de uma cena, abriram uma janela e apareceu uma senhora, que perguntou: “O que vocês estão fazendo?”  “Estamos gravando um filme”, respondemos. “Qual é o titulo?”, continuou perguntando. “The Tourist”, “O turista”. “O Turista?”, “O Turista”. Tudo foi falado em voz alta, o que atraiu a atenção dos vizinhos; assim, pouco a pouco, as janelas do pequeno beco foram se abrindo e as pessoas nos chamavam, enquanto nós tentávamos continuar a gravação. Foi divertido.

Você trabalha em Castle há 6 anos e seu personagem evoluiu muito. Quanto você mesma mudou como atriz neste tempo?
Antes de tudo, digo que posso viver deste trabalho, o que não é pra todo mundo. Depois, acredito que esteja mais resistente e que tenha aprendido a ser parte integrante da história que os escritores querem criar. Mas, na realidade, toda a minha vida mudou. Tanto trabalho, por exemplo, permite-me ver parte do que eu nunca poderia.

Você é parte de uma iniciativa muito importante, o Alternative Travel Project, que propõe meios de transporte alternativos. O quão importante é sua reputação para promover essa causa?
Não sei se todos que me seguem o fazem por outro motivo que não seja “Castle”, mas sou muito grata pelo fato de que algumas pessoas se interessam por meus projetos, como em hospitais infantis e no caso do ATP.

O trabalho de um ator de TV é intenso: entre colegas, vocês se encontram fora de cena?
Trabalhamos tanto que não temos tempo de fazer outra coisa à noite a não ser dormir. Ser parte de uma série como Castle é algo desgastante e não temos tempo ou energia para socializar. Somos todos obrigados a sacrificar parte de nossas vidas privadas por isso, então, nos poucos momentos de folga do trabalho, preferimos ver nossos amigos e familiares. Quando tenho tempo livre, sempre tento equilibrar as coisas: família, dormir, talvez passear um pouco.

Você encontra tempo pra se ver na TV?
Não tenho TV. Mas, se quero, vejo DVDs ou assisto on-line. Ou tuíto ao vivo com minhas amigas Sasha Alexander (protagonista de “Rizzoli and Isles”) e Christina Applegate (“Up All Night“). É nossa noite de meninas. Vemos uma série de TV atrás da outra e comentamos tudo no twitter. É uma coisa muito divertida.

Você acaba de voltar da Itália. O que descobriu em nosso país que ainda não tinha descoberto?
Estações de rádio italianas. Estava ouvindo uma, não sei qual, e então decidi que o DJ deveria ser meu parente, pois quaisquer canções transmitidas eram exatamente as minhas preferidas.

Qual é seu prato preferido da cozinha italiana?
Macarrão, mas sou louca por sorvete.

Algum sabor favorito?
Nozes e pistache.