OK Magazine Romênia entrevista Stana Katic, a estrela de “Absentia”

Todos os meus colegas de série são incríveis!

por Florentina Iana 

Se você gostou da série BlindspotDexter, ou até mesmo de How to Get Away With Murder, você adorará o novo suspense para TV, Absentia, exibido [na Bulgária] todas as segundas-feiras, às 22h. A história dos 10 episódios dessa temporada pode parecer familiar para você. A personagem principal, a agente do FBI Emily Byrne, desaparece enquanto investiga o caso de um assassino em série e é declarada morta. Porém, após seis anos desaparecida, ela é encontrada vida em um casebre vazio. Uma vez em casa, ela descobre um universo com outras coordenadas: o marido dela se casou novamente, o filho não a conhece mais e, além disso, Emily não consegue se lembrar do que aconteceu com ela durante o tempo em que esteve sequestrada.

Stana Katic (39), a heroína da série original da Sony Pictures Television, é conhecida pelo papel na série da ABC, Castle, interpretando a detetive Kate Beckett. A atriz canadense-americana, com pais sérvios da Croácia, também é a produtora executiva da série Absentia e é considerada uma das mais divertidas presenças femininas nas telinhas, aparecendo na lista das principais personagens femininas da TV que mais inspiraram os leitores da CNN.

No elenco também vemos os atores Patrick Heusinger (agente especial Nick Durand e marido de Emily), Neil Jackson, Angel Bonanni, Cara Theobold e Ralph Ineson.

A OK! teve a oportunidade de conversar com Stana Katic no set de Absentia, próximo a Sofia (Bulgária), na época do início das gravações.

Stana, o que é tão especial na história de Absentia?
Emily Byrne é uma agente do FBI que foi sequestrada seis anos antes da nossa história começar. Todos acreditavam que ela estava morta, mas a história começa com ela voltando à vida. Descobriu-se que ela foi torturada enquanto estava sequestrada. Quando retorna, ela descobre que o mundo dela mudou. O marido dela se casou novamente, o bebê dela cresceu e chama outra mulher de “mãe” e é assim que a ação do primeiro episódio começa. É um filme independente para a televisão e esses têm alguns dos temas mais emocionantes. E eu, como produtora executiva, tenho mais cuidado com os detalhes das gravações do que se eu estivesse apenas na atuação.

Como você conseguiu entrar na pele de uma mulher que foi mantida em cativeiro por tantos anos?
Emily é uma sobrevivente porque ela passou por muita coisa e ser capaz de superar isso é extraordinário. Eu gosto do fato de que a minha personagem seja uma lutadora. Não sei se você já ouviu falar dos casos reais de mulheres jovens sequestradas e mantidas em cativeiro por dez anos ou mais. Falei com pessoas que estavam familiarizadas com esses casos, eu li o máximo que pude sobre o assunto, para dar a minha personagem o máximo de credibilidade possível. É interessante que eu gravei a série nos Balcãs, uma área que conhece muito bem a ideia de sobreviver a alguns aspectos extremos. Eu pisei em um terreno que viu uma história tão tumultuada. É uma energia que me ajudou nesse processo de criar a minha personagem.

O que você mais gosta na sua personagem?
Isso mesmo. Gosto de pessoas que lutam pela sobrevivência. É interessante olhar para um lutador, uma pessoa que não desiste. Eu não queria interpretar uma personagem que se limita a ser uma vítima. Isso é algo que pode ser encontrado em muitos personagens de mãe e de esposa. Emily é uma mãe, uma esposa, mas também é uma lutadora. Um parênteses, todos os dias eu voltava das gravações para o hotel com novos machucados. Eu não tenho unhas compridas por um bom motivo. É um papel muito ativo. Quanto às roupas usadas pela minha personagem, elas são legais, mas não são bonitas. Talvez na próxima temporada, quem sabe.

O elenco da série parece ser bastante heterogêno, com atores de diferentes países e com diferentes experiências na TV. O que você acha?
O que é mais interessante nessa série é que eu trabalho com um grupo de atores que estão muito envolvidos, que têm ideias extraordinárias, que são incríveis e tudo o que eles querem fazer é agregar valor ao roteiro e à história. Além disso, sentimos como se estivéssemos gravando um filme. Eu nem gravei os episódios na ordem. Até agora, estamos gravando cenas de cinco episódios diferentes. Queríamos aproveitar a localidade na Bulgária. É um pouco diferente. É como trabalhar para um filme.

Como é para você fazer parte deste brilhante mundo de Hollywood? Morar em Lala Land?
É bastante normal. Temos muitos restaurantes veganos, tentamos andar em carros ecológicos. Por outro lado, não é fora do comum encontrar celebridades em um restaurante. Mas para nós, trabalhamos na mesma indústria, não é grande coisa. Você apenas conhece outra pessoa. Isso não quer dizer que eu não ficaria animada se conhecesse Daniel Day-Lewis em algum lugar. Mas isso é porque admiro muito o trabalho dele. Há uma versão bastante normal de Hollywood. Existem escolas, as pessoas vão às reuniões, ao trabalho, todos os dias. Só porque trabalhamos no mundo dos filmes, não significa que seja um mundo tão brilhante como pareceria de longe.

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Elle Magazine España entrevista Stana Katic

por Marta Alameda

Nós a conhecemos como a destemida detetive Kate Beckett, em Castle. Desde segunda-feira, ela é Emily Byrne, a protagonista de Absentia, uma nova série da AXN da qual ela também é produtora. Ela não abandona as personagens de ação. Agora, a atriz dá vida a uma agente do FBI que desaparece tentando caçar um assassino em série e é dada como morta.

A intriga começa, quando se passam seis anos, ela é encontrada em um cativeiro e não se lembra de nada que aconteceu. E a tudo isso, acrescenta-se o fato de que o marido dela se casou com outra, se sente culpado de ter feito isso e de não tê-la procurado o bastante. Tudo isso são ingredientes suficientes para chamar a nossa atenção e fazer algumas perguntas à Stana Katic.

A sua personagem é dada como morta e, quando reaparece, o marido dela refez a vida com outra mulher e o filho não a conhece. Como você lidaria com essa situação na vida real?
Ha! Não faço ideia. Felizmente, meu parceiro e eu temos que enfrentar decisões muito mais simples… Como o que vamos comer no café da manhã.

Nesta série, além de ser atriz, você é uma produtora. Você sente vontade de dirigir no futuro?
Claro! Eu adoraria dirigir uma história que me apaixonasse.

Em um de seus papéis mais populares na série Castle, você deu vida a uma detetive. Agora, você está na pele de uma agente do FBI. Quais as diferenças e semelhanças que essas duas personagens possuem?
Absentia é um thriller. Castle era uma série de polícia processual, em que se misturava romance, comédia e drama.

Considerando a sua preferência por esses tipos de papéis, ser policial é a sua profissão frustrada?
Respeito profundamente as pessoas que escolhem uma profissão que serve as suas comunidades e a todo o planeta; e, embora seja divertido interpretar heróis de ação, não tem nada a ver com a quantidade de caráter, força e altruísmo que os verdadeiros heróis têm.

Você gostaria de interpretar alguma personagem histórica?
Claro. Rápido! Onde está meu espartilho?

Como é dar vida a duas mulheres que trabalham em um mundo dominado por homens?
Normal. Isso reflete nosso mundo de hoje. As barreiras de gênero, raça e religião nas oportunidades de emprego estão se tornando cada vez mais arcaicas. Ou seja, pelo menos espero que a gente esteja indo em direção a um mundo que emprega as pessoas por suas habilidades e talentos, e não pela cor da pele ou pelo banheiro que elas vão.

No tapete vermelho, você se sente mais confortável com um olhar romântico e feminino ou um estilo mais masculino?
Estou em desvantagem respondendo a esta pergunta, porque cresci em uma casa onde meu pai nos encorajou a conversar durante os jantares sobre matemática, ciência, história, política e temas como esse. Meu pai dava o mesmo valor à minha opinião que a dos meus irmãos. Então, minha perspectiva sobre carreira, estilo e lazer não é tão condicionada… Eu simplesmente escolho o que é confortável e me inspira no momento.

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Emoções fortes e cenas chocantes no primeiro episódio de “Absentia”

por Gloria Sauciuc 

A AXN apresenta uma nova série da Sony Pictures Television: Absentia. A produção mais importante desta temporada do canal AXN é a nova série de 10 episódios que, por um lado, é um thriller criminal no qual um assassino em série, que tem uma terrível marca registrada (ele corta as pálpebras das vítimas), é procurado. Por outro, é um drama familiar em que Emily Byrne, uma agente do FBI que foi refém e torturada por seis anos, tenta recuperar o amor do filho que agora tem uma madrasta.

Stana Katic interpreta o papel dessa agente do FBI que desaparece ao investigar o caso do assassino em série. Emily é declarada morta, mas após seis anos desaparecida é encontrada em um casebre vazio. De volta a sua casa, todo o universo que ela conhecia, agora tem outras coordenadas: o marido dela se casou novamente, o filho já não a reconhece e o irmão tenta sobreviver. No geral, Emily não consegue se lembrar do que aconteceu com ela e, logo, retorna a um redemoinho que parece não ter fim.

O Cinemagia conversou com Stana Katic (Castle, 007 – Quantum of Solace) no Monte Carlo TV Festival, onde o primeiro episódio da série Absentia teve sua estreia mundial. O primeiro episódio passa ao telespectador uma montanha-russa de emoções. O motivo é que Stana Katic nos faz simpatizar com a sua personagem. As emoções fortes se alternam com sequências de tortura chocantes, mas nada parece mais doloroso do que reunir esta agente ao filho, depois de seis anos de ausência. Esta é uma série extremamente promissora, se você é amador de emoções na telinha. Aqui está a entrevista dada pela atriz aos leitores da Cinemagia.

Até que ponto você ser a produtora executiva dessa série te ajudou e te impediu de construir a sua personagem?
Stana Katic: Eu participei no desenvolvimento da história, escrevendo diálogos e finalizações. No que diz respeito à construção da personagem, não era um trabalho solitário, era uma colaboração construtiva. Nosso diretor nos guiou através da trajetória da história, foi um processo no qual interagimos com o estúdio, com os outros produtores, trabalhamos até o mais ínfimo detalhe.

Quanto às variações das emoções contraditórias que a personagem passa, como você gerenciou essa carga emocional? O primeiro episódio foi uma montanha-russa de emoções. Conte-nos sobre trabalhar com essas diferentes etapas de carga emocional.
Stana Katic: Foi muito desafiador, porque filmei os dez episódios de uma vez. Então, alguns dias eu filmei, por exemplo, uma cena no episódio 5, depois uma do episódio 7, outra do episódio 9. Tudo em um dia. Era como se gravássemos três filmes nos 62 dias que a primeira temporada foi filmada. Em uma cena, estávamos no tanque de água, no tanque de tortura, na próxima, corríamos pela floresta…

Por que isso aconteceu?
Stana Katic: Porque tinha que ser filmado entre certas datas, em determinados locais. Não poderia ser depois. Alguns locais não estavam disponíveis depois. Depois, o inverno viria.

Isso tornou seu trabalho muito difícil.
Stana Katic: Sim, toda a situação foi provocativa. Mas estávamos prontos. Eu gostei. Eu transmiti um ar de autenticidade para a personagem. A melhor parte é que é empolgante.

A cena com o tanque de água como uma forma de tortura foi, suponho, a parte mais difícil.
Stana Katic: O contato emocional com a situação e o fato de que esta parte extrema da história tinha que ser documentada, porque é algo real, eu tive que relacionar isso com uma história verdadeira e tive que entender o que isso significava para alguns na vida real. Como a tortura afeta o psicológico. Houve muito diálogo com o diretor e muita conversa com pessoas que conheciam esses aspectos. Estudamos como as pessoas sobreviveram a situações extremas: situações de guerra e outras.

A cena do tanque de água está de alguma forma ligada ao perfil criminal? Ou ela foi escolhida por seu potencial visual?
Stana Katic: A princípio, o que é conhecido sobre o assassino é que ele corta as pálpebras das vítimas e isso é mostrado na história antes da cena do tanque de água. Para os investigadores, no entanto, este tanque de água é a única conexão que eles têm com o assassino.

Quais as características da sua personagem você descobriu no roteiro e que você gostou, que você usou para formar a personagem?
Stana Katic: A personalidade de sobrevivência dela. A maneira como superou tudo o que ela passou. Essa mulher passa por tudo. E depois, ser mãe. Eu conversei com um sobrevivente de Auschwitz que passou pelos eventos lá e que me explicou quais as qualidades que se deve ter para sobreviver. Eu também li as histórias daqueles que mudaram o curso da Segunda Guerra Mundial, espiões, soldados, enfermeiras, todos foram sobreviventes que, diante de uma situação anormal, não se deixaram abalar, eles continuaram e foram pessoas melhores.

Você também listou a maternidade como um elemento que deu a sua personagem o poder de sobreviver…
Stana Katic: Eu acho que a personagem em si é uma sobrevivente. Ela tem muitos obstáculos a superar. No entanto, o sentimento de maternidade é muito forte. Por exemplo, o personagem de Busca Implacável faz qualquer coisa para salvar a filha dele. Esses personagens fazem de tudo para chegar aos filhos deles.

O primeiro episódio, que a audiência romena verá segunda-feira, 25 de setembro, na AXN, às 22 horas, atendeu as suas expectativas?
Stana Katic: Sim. Embora seja difícil parecer objetivo. Mas a parte mais agradável é a reação do público. Na estreia mundial do primeiro episódio, no Monte Carlo TV Festival, vi o público suspirando em algumas cenas, observando a forma como um personagem reage na tela.

Você gosta de assistir seus próprios filmes?
Stana Katic: Aprendi a olhar para o personagem no contexto da história. E eu sei quando eu recuei da história e quando eu poderia ter feito melhor. Agora, eu fiz melhor.

Boston foi filmado na Bulgária …
Stana Katic: A cidade não é exatamente uma personagem, mas é mais um pano de fundo e, de certo modo, não é comum. Tudo em nossa história é um pouco incomum. Os personagens são um pouco estranhos, a história é um pouco estranha. A Bulgária tem uma beleza, devido à sua natureza ainda intocada, como quando estou no meio dos vidoeiros.

Haverá uma continuação desta temporada?
Stana Katic: Sim, 100%. Os autores já têm uma direção muito clara para a 2ª temporada.

Stana Katic passou três meses na Bulgária gravando “Absentia”

Katic passou três meses na Bulgária gravando Absentia. Ela foi reconhecida apenas uma vez no metrô.

Stana Katic, conhecida por muitos como a detetive Kate Beckett [Castle] na telinha, se tornou uma cineasta ousada na Bulgária. O motivo são as gravações de sua nova série, Absentia. Além de atriz, Katic é a produtora executiva da série. Absentia estreia em 27 de setembro e será exibida todas as quartas-feiras, às 21:00, na AXN [Bulgária]. Todos os 10 episódios foram gravados na Bulgária, então veremos alguns conhecidos na telinha.

No primeiro episódio, Snejana Makaveeva interpretará uma stripper russa. Aleksandar Aleksiev, o Dr. Vassilev de Stolen Life, também estará na série. Em Absentia, o ator veste o jaleco de médico novamente. Borislava Stratieva, que estrelou no filme Directions, será Violet.

Esta é a segunda visita de Katic na Bulgária. Durante os dias em que ela passou fora do set, ela conseguiu ver Sofia e conhecer algumas tradições locais. Em sua conta no Instagram, ela publicou fotos do Museu Nacional de Arqueologia, a Fortaleza de Craca, em Pernique e o Museu de Arte Socialista. “Às vezes, eu gosto de caminhar pela rua e a Bulgária é tão bonita. Fui reconhecida apenas uma vez por duas garotas fofas no metrô. É fácil gravar aqui, pois as pessoas são bondosas e incríveis, elas respeitam o seu espaço,” a atriz disse em uma conferência de imprensa para a mídia europeia, na Bulgária.

Em Absentia, a personagem de Stana Katic, a agente do FBI Emily Byrne, está perseguindo um assassino em série violento em Boston. A marca registrada dele é que ele corta as pálpebras das vítimas. Sem querer, ela se torna uma delas. O corpo dela, no entanto, nunca foi encontrado. Emily desaparece sem ter chance de dizer adeus ao seu marido, Nick, interpretado por Patrick Heusinger (Jack Reacher: Sem Retorno), e para o filho deles de três anos, Flynn, interpretado por Patrick McCauley (Invocação do Mal 2).

O elenco inclui Cara Theobold, conhecida como Ivy Stuart, na série Downtown Abbey. Ela interpreta a compreensível e solidária nova esposa de Nick e nova mãe de Flynn. “Acho que meus instintos maternais são muito importantes para a minha personagem. Eu não tenho filhos, mas tenho um irmão mais novo. Então, me apeguei aos sentimentos que tenho por ele, para recriá-los na tela,” diz Theobold.

Stana Katic também se preparou para o papel de Emily. Apesar de todos acharem que ela está morta, a agente do FBI não está. Seis anos após o simbólico funeral dela, o marido dela recebe uma ligação indicando como encontrar um casebre abandonado. Dentro dele, embaixo do piso, dentro de um tanque de água fechado, está Emily. Apesar de ela não estar morta, ela foi submetida a tortura cruel por todos esses anos.

Para ser o mais realista possível em seu papel, Stana Katic conversou com vítimas de sequestros. “Eu não sei se vocês conhecem esse tipo de crime. Algumas jovens foram mantidas presas contra a vontade delas por mais de uma década. Curiosamente, estamos gravando nos Balcãs e aqui as pessoas sobreviveram de uma maneira incrível, sob circunstâncias terríveis. Sinto que esse sentimento está na equipe, andando por essa terra cheia de muita história. História que está vibrando dentro de seu povo. É incrível.

E ela adora o fato de que isso estará em Emily, “Uma das coisas que eu não queria fazer era a imagem de vítima. Existem muitas personagens de mães na TV que apoiam outros personagens. Emily é uma das poucas que é uma mãe e uma lutadora. Eu pensei, ‘Uau, eu não sei se existem muitas personagens como essas.’

Outro desafio para a atriz foi interpretar o papel de mãe. Ela assistiu vídeos de leoas e ficou fascinada com a coragem que essas fêmeas protegem os seus filhotes. “É assim com todos os animais. Quando sentem essa adrenalina, eles entendem o que são capazes de fazer e o que podem sacrificar para proteger os filhos deles,” Katic disse.

O ator Ralph Ineson, conhecido pelos fãs por Game of Thrones, também está em Absentia. “Meu personagem é o chefe do escritório do FBI, em Boston. Quando eles sequestram a Emily, ele era o parceiro dela. Acho que ele sente muita culpa, pois ela chamou por reforço, mas ele ficou no congestionamento. Por causa disso, ele não pode ajuda-la quando ela mais precisou. Ao mesmo tempo, ele conseguiu uma promoção e agora é o chefe. Durante todos os anos, ele não teve contato com a família de Emily e, quando eles a encontram, ele é o líder da investigação que procura pelo culpado,” diz Ineson.

Neil Jackson, que estrelou em Westworld e Sleepy Hollow, interpreta Jack Byrne. “Meu personagem era um respeitado cirurgião e, quando a irmã dele sumiu, ele desaparecia a todo o momento. Ele não consegue aceitar a perda. Ele começa a beber e se torna um alcoólatra. Ele perdeu a licença dele e, nos últimos anos, tenta juntar os pedaços da vida dele. Ele retorna a ser o que era e para de beber. Quando eles encontram Emily, todos os vícios dele retornam. Ele volta a beber e a vida dele sai dos trilhos. Jack sentiu inveja da irmã dele durante toda a sua vida, por ela ser adotada e ele, o filho biológico, ter ficado em segundo plano na vida dos pais deles. Meu personagem prefere que a Emily não retorne,” diz Jackson.

As cenas de ação de Absentia não são só dos agentes do FBI. O modelo israelense Angel Bonani é o detetive Tommy Gibbs. Ele é quem encontra os corpos das vítimas sem pálpebras. No entanto, o FBI intervém e tira a investigação das mãos dele.

Sinopse, fotos e vídeos do terceiro episódio de “Absentia”

Confira sinopse, as fotos promocionais, a promo e um sneak peek do terceiro episódio de Absentia, que será exibido em 02 de outubro, na AXN España e Portugal.

The Emily Show” – Quando o inimigo de Emily é repentinamente assassinado, todos os sinais sugerem que o assassinato foi cometido pela ex-agente do FBI. Enquanto Tommy Gibbs e o chefe da Polícia de Boston estão acusando Emily, ela e Nick estão a procura de um agente do FBI que forçou a testemunha a mentir. Para Emily, as suspeitas aumentam, será que esse poderia ser também o agente em parceria com o sequestrador dela?

Absentia estrela Stana Katic como Emily Byrne, Patrick Heusinger como Nick Durand, Angel Bonanni como Tommy Gibbs, Neil Jackson como Jack Byrne, Cara Theobold como Alice Durand, Patrick McAuley como Flynn, Bruno Bichir como Dr. Daniel Vega e Ralph Ineson como Adam Radford.

Baseada na história original de Gaia Viola, Absentia foi escrita por Matt Cirulnick e dirigida por Oded Ruskin.

Fonte

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naEkranie: Stana Katic fala sobre “Absentia” e “Castle”

Durante a conferência de imprensa para a mídia europeia na Bulgária, local onde sua nova série de TV da Sony Pictures Television foi gravada, Stana Katic falou mais sobre sua personagem em Absentia, as gravações no país e o final de sua antiga série, Castle. Confira a tradução.

As mulheres assumem a televisão. Conversamos com Stana Katic, de Absentia

Por oito anos, ela interpretou uma detetive determinada ao lado de Nathan Fillion. Agora, ela retorna à televisão em uma produção mais obscura, Absentia. Nós (o site naEkranie) pudemos conhecer Stana Katic e falar sobre o trabalho no set e o que realmente aconteceu no episódio final de Castle. 

O AXN estreou uma nova série com você no papel principal. Você pode apresentar sua nova personagem brevemente e contar o que está acontecendo em toda a produção?
Stana Katic: 
Sou Emily Byrne, uma agente do FBI que foi sequestrada e declarada morta. Claro, isso aconteceu antes do início da ação de nossa série. No primeiro episódio, Emily é encontrada. Acontece que ela foi mantida em cativeiro e torturada por seis anos. Ela encontra uma nova realidade, já que o marido dela tem uma nova esposa e o filho, uma nova mulher na vida dele a quem ele chama de “mãe”. O pai dela, por sua vez, ficou muito doente.

Emily é uma mulher dura ou um pouco mentalmente afetada?
Ela definitivamente é uma pessoa dura que pode sobreviver sob as condições mais difíceis. Claro, o que mudou, mudou muito. Seja para melhor ou para pior, os telespectadores terão que avaliar. Eu sei que você se perguntará se ela é como a Kate Beckett, de Castle. A resposta é não. A Emily é mais real. A série dimensiona os problemas reais que as pessoas comuns enfrentam todos os dias. Quando deixamos de lado o assunto do sequestro, me parece que os telespectadores podem se identificar com ela facilmente. Kate vivia em outro mundo imaginário. Havia pouco problema que era real. Castle era a série de entretenimento típica, onde tínhamos um segredo a cada episódio. O problema dos heróis eram mais sobre o entretenimento.

Você disse que tem levado esse trabalho muito a sério.
Sim, pois, por trás das emoções, tentamos mostrar coisas importantes. Eu li muito sobre o comportamento de mulheres que foram mantidas em cativeiro por um longo período, por exemplo, uma década, e como isso as afetou psicologicamente. Eu queria reunir o maior número de informação possível para que a minha personagem fosse convincente, mas também para que os telespectadores soubessem com o que essas mulheres tiveram que lidar. Eu li relatos de pessoas que sobreviveram, até à Segunda Guerra Mundial, para entender o que mantém uma pessoa saudável, após presenciar tanta crueldade. [Saber] Por que essas pessoas queriam viver.

Mas você não sente que Emily tem muito a ver com Kate?
No começo, tive a impressão que sim, mas aí comecei a ver muitas diferenças. Emily é o novo arquétipo da uma heroína feminina. Ela é mãe, esposa, mas também é uma guerreira que não parará por nada, até alcançar o objetivo dela. Gostei que, apesar de haver muitos homens no elenco, a minha personagem é a mais forte. É ela que comanda. Dessa vez, Patrick Heusinger é a adição bonita [no elenco]. (risos)

Você também enfatizou, em nossa conversa, que Absentia foi o maior desafio de atuação da sua carreira. Por quê?
Pela primeira vez, eu gravei uma série de dez episódio como se fosse um filme. Sem pausa. Eu fiquei exilada na Bulgária por alguns meses, onde houve um inverno severo e eu tinha que fingir que estava em Boston. Não é um trabalho fácil. No trabalhos anteriores, tínhamos uma pausa entre os episódios. Podíamos ir para a casa, ver a família. [Agora] Não havia essa possibilidade, assim como nas gravações de filmes. Você vai para um local e fica esperando até terminar. O que também foi uma vantagem, pois a Bulgária é um país lindo que pude conhecer através disso. Ver como é a cultura, experimentar a culinária. Sentir como a vida é vivida todos os dias.

Esta série é sombria?
Ela é sombria e brutal, embora quiséssemos que todas as cenas de violência fossem perfeitamente justificada, para que o telespectador sentado diante da TV não dissesse que ela era inútil. A violência é uma parte muito importante da nossa história, não é um entretenimento gratuito.

Notei que você também é a produtora dessa série. Você mandou no set, nesse sentido?
Um pouco (risos). Eu tentei fazer com que todos tivessem as condições de trabalho mais confortáveis para que a criatividade e o desempenho deles fossem prejudicados. Foi um grande desafio assumir a responsabilidade disso. Mas, também, foi uma grande alegria assistir os frutos do seu trabalho na TV. Eu também fiquei de olho para contar uma história legal sobre assuntos importantes. Eu prestava atenção em mais detalhes do que quando sou apenas uma atriz normal. Você provavelmente sabe como é ter seu próprio cuidado. Eu tratei a série como um filme independente criado para a televisão Americana e isso não acontece com frequência. Na minha opinião, o cinema independente, hoje em dia, conta as histórias mais interessantes. O tipo [de história] que as pessoas querem ver e sentir. Esse é um campo para experiências e um pouco de risco. Ninguém tem um grande lucro aqui, ganhos milionários.

A questão é, a AXN vê isso também?
Eu acho que sim. Eles finalmente assinaram um contrato conosco (risos).

Por fim, gostaria de te perguntar sobre o final de Castle. Richard e Kate morrem ou estão vivos?
Gostaria de acreditar que essa história tem um final feliz, que eles realmente levam uma vida feliz, com filhos. No entanto, isso me parece que é apenas um sonho e o mais provável é a primeira versão. No entanto, este é um dos fins que deixam os fãs interpretarem e escolherem aquele que mais lhe agradam.

Mas se eles realmente morreram, não seria um final muito feliz.
A vida nem sempre é tão alegre como a gente gostaria!

Stana Katic fala de “Absentia” ao site Index

De repente, uma mãe e uma lutadora tenaz

Para Stana Katic, com raízes croatas e sérvias, a série Castle foi a sua revelação. Por causa do papel de uma detetive determinada, ela se tornou conhecida em todo o mundo. No entanto, a série terminou em condições não dignas, com reduções de custos e cortes de produtores, para que ela continuasse a ser exibida. Por fim, isso não aconteceu, mas é compreensível se você não gostar de se lembrar desses eventos. Em sua nova série, Absentia, ela interpreta uma agente do FBI durona que busca assassinos em série. A série de 10 episódios estreou na AXN Hungria, terça-feira à noite. Stana Katic respondeu às perguntas de jornalistas, incluindo o Index, nos locais de gravações, na Bulgária. Ela falou sobre a difícil situação das mulheres em Hollywood e o fato de Absentia ser como fazer 3 filmes ao mesmo tempo.

Como você apresentaria a sua personagem?
Estou interpretando uma agente do FBI chamada Emily Byrne que foi sequestrada 6 anos antes do início da série. Todos acharam que ela estava morta, a série começa quando ela apareceu e começou a viver novamente. Ela nem conhece a vida dela, muita coisa mudou. O marido dela se casou com outra mulher, o filho dela cresceu e chama uma estranha de ‘mãe’, a saúde do pai dela piorou. Esse é o padrão da série.

Se você tivesse que caracterizar Emily, o que você diria: é uma sobrevivente ou uma guerreira?
Sobrevivente. Mas para ser uma sobrevivente, você deve ser uma guerreira. E eu amo a personagem, pois ela passou por coisas extremas e não pode retornar [para a antiga vida dela]. Há várias coisas que a arrastam de volta, constantemente, mas ela continua em frente.

Você falou com psicólogos sobre como é ser uma vítima?
Falei com algumas pessoas sobre isso, sim. Os roteiristas e os produtores queriam contar uma história que fosse acreditável. Não é o único foco da nossa série, mas também é um dos mais importantes, ser o mais crível possível.

Passa pelo o que Emily passou é um grande estresse. Durante os preparativos [para a série], conversei com profissionais que lidavam com vítimas que haviam sido mantidas em cárcere por anos. Também li sobre esses casos. Além disso, estamos gravando a série nos Balcãs, onde acho que há uma história incrível de sobrevivência sob circunstâncias loucas. Acho que isso está passando para a tela por causa da nossa equipe parcialmente local. Dá uma energia diferente para essa série. Desculpe-me se estou deslumbrada com tudo isso.

O que você mais gosta na Emily?
Eu gosto de pessoas que fazem tudo o que podem para sobreviver e ela é exatamente assim. Ver que ela é uma guerreira, que não desiste. Eu não queria interpretar uma pessoa que era apenas uma vítima e coisas assim. Eu leio muitos roteiros e vejo os papéis femininos deles. A maioria são mães e esposas. Existem poucas personagens assim, que você interpreta uma mãe e uma guerreira de verdade, ao mesmo tempo. Quando li o roteiro, me lembrei que eu achava que papeis como esses não estavam disponíveis. Acho que isso é algo tão moderno. Aqui está Katniss (personagem de Jennifer Lawrence, em Jogos Vorazes) e mais e mais personagens como ela. O novo protótipo de uma guerreira, que é tanto mãe, irmã e ex-mulher de alguém. A série mostra diferentes facetas de uma personagem forte.

Como conseguir mais papéis e pagamento igualitário para as mulheres em Hollywood?
Dá para se pensar que este é o século XXI e que isso pode ser resolvido. Acho que tantas coisas estão acontecendo ultimamente. Nos Estados Unidos, mulheres e homens se uniram para chamar a atenção para esses problemas. Acho que isso pode ser a chave para toda a indústria e para nós mesmos sermos responsáveis, sermos responsáveis e estabelecer certos padrões que igualarão todos.

Foi a sua primeira vez como produtora da série. Como foi isso?
Interessante.  Como produtora, estou trabalhando para garantir o sucesso da série e fazer tudo o que puder para dar a equipe tudo o que eles precisarem. Além disso, presto muito mais atenção aos detalhes, do que quando sou apenas uma atriz.

Além do meu papel, este trabalho foi especial para mim, porque, na verdade, fizemos um filme independente que será exibido na televisão. Pareceu muito emocionante para mim e acho que os filmes independentes são muito importantes, pois há projetos mais arriscados que os grandes estúdios podem não se interessar. Como produtora, estou lutando para fazer as gravações desde o primeiro dia de filmagem até o último, na mesma alta qualidade. A série está sendo gravada por mais de 50 dias e é compreensível que as pessoas estejam começando a se cansar. Além disso, a história da série não é das mais comuns. Eu tenho experimentado isso na pele, todas as noites, chego em casa e encontro machucados que não faço ideia de como consegui.

Como o papel chegou até você, depois de Castle?
Da maneira mais comum. Meu agente me enviou o roteiro, como de costume. Anteriormente, ele teve um excelente relacionamento com a equipe da Sony, que começou a desenvolvê-lo naquele momento. À medida que as coisas avançaram, o projeto chegou à mim e meu agente me falou dele, pois ele achou o roteiro interessante e acreditava que tinha tudo o que eu queria para o meu próximo trabalho.

Castle foi uma ótima experiência e acho que tive sorte por ter 8 temporadas em uma série de tanto sucesso. Isso me deu uma ótima base, depois que acabei pensando no que eu precisava para mudar a minha carreira um pouco, o novo e o não visto, não provado, o que eu preciso como atriz. Também foi uma novidade, estar envolvida como produtora nesse projeto. Isso é um pedaço do trabalho criativo que eu não tinha experimentado, até agora. A coisa mais importante a se fazer é construir algo que torne mais desafiante ser criativo.

Como foi trabalhar ao lado do diretor?
Como atriz, é como gravar um filme. Nós não gravamos em ordem cronológica, mas por localização. Ontem ou antes de ontem, se me lembro corretamente, gravamos cenas para cinco episódios diferentes. Isso é bastante incomum para uma série americana. No início das gravações, nossos atores se olharam, pois tínhamos 10 episódios e precisávamos saber de tudo porque, pela primeira vez, foi dito: “Aqui está!” qualquer episódio pode sair de qualquer cena. E todos os personagens têm a sua própria maneira de se construir e se mostrar conscientemente. É como se estivéssemos filmando 3 filmes em 62 dias.

O diretor e o cinegrafista estão trabalhando juntos, como se tivessem um único cérebro. Eles têm um grande senso para encontrar o centro emocional de uma cena. Às vezes, no modo como os atores dizem suas falas e, às vezes, com suas soluções técnicas, eles podem levar o material para um novo nível. Caso contrário, a atmosfera é muito tranquila e estamos tentando encontrar as melhores soluções. É um pouco como andar por uma névoa, você encontrará obstáculos e tudo o mais quando você for atingido. Aí, decidimos o que fazer. Espero que exista algum significado nisso e que entenda o que quero dizer.

Stana Katic e Absentia na revista espanhola “Supertele”

Stana Katic está na capa da edição desta semana da revista espanhola Supertele, que fala da estreia de sua nova série, Absentia, no canal AXN España. Confira a tradução feita por nossa equipe, a partir do texto original.

Stana Katic, uma heroína com amnésia

“Beckett e Emily não se parecem em nada.”

Ela se chama Emily Byrne. Ela desapareceu há seis anos e todos acreditavam que ela estava morta. Ela era uma extraordinária agente do FBI, casada, mãe de um menino… Em Boston, ela investigava o assassino em série que agora cumpre pena no corredor da morte. Um dia, a encontraram em um casebre, perdida na mata e lhe disseram que a família dela continuou com a vida deles. Mas Emily não sabe quem ela é ou o que aconteceu na sua ausência…

Depois de Castle

Absentia, a nova história protagonizada por Stana Katic, é seu grande retorno à televisão. É um suspense para esquecer a despedida amarga e inesperada da série Castle, na qual ela interpretou a detetive Kate Beckett por oito temporadas e cujas “diferenças irreconciliáveis” com seu parceiro, Nathan Fillion, levaram ao cancelamento há pouco mais de um ano.

Stana virou a página. Com uma amnésia “intencional”, ela se considera sortuda com seu novo papel nesta produção de 10 episódios que estreou no mundo todo na AXN, segunda-feira, 25 de setembro (primeiro na Espanha). O papel caiu como uma luva para a beleza atlética e para a personalidade misteriosa dela.

Só de ler os primeiros roteiros, percebi que era para mim,” diz a atriz. “Sempre fiquei intrigada com histórias de sobrevivência. Eu li sobre pessoas que conseguiram sair vivas do Holocausto e da barbárie da Segunda Guerra Mundial. Mas ela também é uma personagem moderna: uma mulher, uma profissional, uma mãe… e uma heroína imperfeita. Foi interessante explorar todas as suas facetas em circunstancias extremas. Agora, existem melhores papeis para as mulheres, não só como parceiras do protagonista, mas como uma personagem própria.

Além das paisagens perturbadoras da Bulgária, onde a série foi gravada em 70 dias e que se passa pela Nova Inglaterra, a metáfora está representada em um assustador “cenário de Houdini”, com Emily voltando à realidade, literalmente, se afogando em uma caixa de vidro. Assim, a atriz canadense de 39 anos teve que adicionar às suas habilidades intelectuais (ela fala quatro línguas e é capaz de memorizar o roteiro de um episódio em uma única tarde) o desenvolvimento de outras: “Todos os tipos de acrobacias, pular, dirigir kart e, o pior de tudo, nadar em um lago com a temperatura exterior abaixo de zero. Eu usava um traje de neoprene, mas, ao sair [da água], era a equipe que prendia a respiração“.

Na história de Absentia, da italiana Gaia Violo, dirigida pelo israelense Oded Ruskin (conhecido pela ficção False Flag), existe uma relação misteriosa com a água. “Não é apenas um efeito estético,” diz Stana. “Significa entrar no inconsciente de Emily, em suas memórias perdidas, como se ela renascesse, um choque experimentado por muitos sobreviventes de catástrofes.

O retorno inesperado

Emily não se adapta à sua nova realidade. Quando ela acorda em um hospital, ela descobre que seis anos se passaram. O marido dela, Nick (Patrick Heusinger), se casou com Alice (Cara Theobold), a quem seu filho, Flynn, chama de mãe. A agente do FBI se muda para a casa de seu irmão Jack (Neil Jackson). O conflito aumenta quando Emily é presa, porque o DNA dela está no cadáver de um suspeito.

O efeito Homeland

Há mais um elemento decisivo nesta série, “a família e o entorno de seu ente querido após o desaparecimento dele, o chamado efeito Homeland,” explica o diretor. Talvez seja porque ela traga a marca dos produtores da série Hatufim, que inspirou a história norte-americana.

Este também é um ritual místico,” diz Stana, que participa da produção, “a relação entre irmãos, pais e filhos, casal e casal novo… Todos eles entram em conflito um com o outro e os valores daqueles que, em vez de se vingar, escolhem compreender, são colocados a prova, porque a maioria das dinâmicas familiares não são tranquilas. É um tema universal que todos estão familiarizados.

Outra comparação imediata que os telespectadores de Castle fazem é a de Emily com Beckett. Além do fato de que ambas possuem um distintivo, a resposta seca da atriz é que “elas não se parecem em nada“. Então, ele ressalta: “Não vejo uma maneira de conectá-las, seus mundos são diferentes e cada uma tem seu próprio mérito“.

Após sua partida de Castle, Stana reuniu seus prêmios e se rendeu ao teatro, sua outra paixão, com uma apresentação experimental do escritor iraniano Nassim Soleimanpour, White Rabbit Red Rabbit, em Nova York: “Sem ensaio, sem diretor, sem spoilers! O roteiro é dado ao ator ao subir no palco e o público participa. Passei alguns meses de inverno ótimos, perfeitos para se desconectar…

Ela também gravou dois filmes e reafirmou o seu projeto The Alternative Travel, “cujo objetivo é incentivar as pessoas a caminhar, a usar o transporte público e a bicicleta, para beneficiar o meio-ambiente e a saúde, embora nos Estados Unidos isso seja uma missão quase impossível,” diz a atriz.

Na estreia de Absentia, durante o último Festival de Montecarlo, Katic foi elogiada por seu novo companheiro, Patrick Heusinger, seu marido na série. Pela primeira vez, ela estava acompanhada em público de seu outro homem, Kris Brkljac. Astraliano, consultor de negócios e, como ela, de descendência servo-croata, eles se casaram em 26 de abril de 2015, no dia do 37º aniversário da atriz.

Tão misteriosa quando sua personagem, ela se limitou a compartilhar em seu Instagram a foto das alianças, após a cerimônia secreta realizada em um mosteiro na Costa da Dalmácia, de onde seus pais são.

Em Montecarlo, ela atribuiu a ele parte do mérito de seu sucesso (12 milhões de dólares por Castle), apesar de não falar dele publicamente, apenas no Instagram: “Para o homem nos bastidores: o privilégio de uma vida toda é te amar e ser amada por você. Obrigada, meu melhor amigo, minha rocha, meu amor.” Agora, o mistério está apenas na mente de Emily.

“Eu recusei muitas ofertas, para trabalhar com Stana”

Cansado de ser apenas o “cara bonito”, ele estava para deixar o meio, mas a atriz de Castle cruzou o caminho dele

Ele havia acabado de gravar Jack Reacher: Sem Retorno, com Tom Cruise, e não queria voltar a trabalhar na televisão, depois de Gossip Girl, Casual Girlfriends ‘Guide to Divorce. “Estava na hora de parar de ser o menino bonito,” diz Patrick Heusinger para a Supertele.

Porém o ator de 36 anos encontrou Absentia, um thriller de ação no qual ele interpreta Nick Durand, um agente do FBI que encontra a sua esposa, Emily Byrne (Stana Katic), seis anos após ela ter desaparecido.

Por que você mudou de opinião?
Me foram oferecidas várias séries de canais muito importantes, mas eu as recusei para trabalhar com Stana em um roteiro muito inteligente e adulto.

Por que é diferente?
Em qualquer série, minha esposa seria desprezível e malvada, para você simpatizar com o protagonista. Em Absentia, no entanto, ela é tão boa quanto possível. Me lembra dos filmes de Hitchcock, um filme de suspense.

As gravações foram muito rápidas, apenas três meses.
Sim, fomos para a Sofia, Bulgária, e pegamos a maior nevasca dos últimos anos (risos). Sou da Flórida, mas prefiro o frio ao calor. Normalmente, gravamos um episódio depois do outro, mas aqui estávamos misturando cenas de outros capítulos.

Isso foi mais difícil.
Em um filme, se leva cinco meses para gravar duas horas. Em Absentia, foram três meses, para dez horas. Eu tive que colar o roteiro pelas paredes do meu quarto, para descobrir o humor que Nick estava em cada momento. Foi um desafio.

Este foi o papel mais difícil de sua carreira?
Certamente. Eu visitei um escritório do FBI e perguntei o que eles comiam, quanto eles ganhavam, se ele já haviam passado por um sequestro… Eu queria saber tudo. Até perdi sete quilos, para não parecer tão musculoso. Eles não têm tempo para ir à academia.

Como um jogador de basquete acaba virando um ator?
Eu acho que o mundo não sabia o que fazer comigo. Quando acabei o ensino médio, me inscrevi na escola de dramaturgia e foi a primeira coisa que terminei na minha vida. Eu decidi, então, me dedicar completamente a isso.

Essa profissão é o que você esperava?
Imagine um menino de 5 anos caminhando no meio do nada. Foi assim que eu me senti no começo. Não me considero ativista de nada, mas eu quero reivindicar minha participação e as histórias que contam. Meu objetivo não é deixar ninguém indiferente.