O site de entretenimento Flickering Myth conversou com Stana Katic, a estrela de Sociedade da Justiça: Segunda Guerra Mundial que dá voz à Mulher-Maravilha. Ela falou sobre o legado da Mulher-Maravilha, o relacionamento dela com Steve Trevor, sua importância ao longo dos anos e o que a atriz achou de interpretar três mulheres forte e icônicas da DC Comics: Talia al Ghul (Batman: Arkham City), Lois Lane (Superman: Sem Limites) e a Mulher-Maravilha (Sociedade da Justiça: Segunda Guerra Mundial).

Ricky Church: Em Sociedade da Justiça: Segunda Guerra Mundial, você interpreta a Mulher-Maravilha. Foi intimidante estrar nessa personagem icônica?
Stana Katic: Foi emocionante!

Ricky Church: Ela é um dos super-heróis mais populares de todos os tempos e tem sido assim desde a sua criação, há 80 anos. Por que você acha que ela é tão popular há tanto tempo?
Stana Katic: Acho que é uma mistura de milhares de motivos. Eu acho que isso é algo que fala com todos nós, que faz parte da mitologia ocidental da Era grega. Acho que os gregos falavam dessas guerreiras amazonas e as pessoas as desenhavam, pintavam suas versões delas, as colocavam no barro, em frascos por milhares de anos e poder dar vida a essa personagem e a essas imagens de alguma forma, acho que é algo que talvez esteja mais embutido em nosso DNA do que imaginamos.

Ricky Church: Neste filme, a Mulher-Maravilha está liderando a Sociedade da Justiça e ela é profundamente respeitada por seus companheiros de equipe. Eles formaram não apenas uma boa equipe de trabalho, mas verdadeiras amizades profundas. O que há nela que você acha que a torna uma grande líder natural?
Stana Katic:
Eu acho que ela é uma líder não predatória, então ela é capaz de liderar uma equipe com um nível de compaixão e amor e com uma quantidade enorme de compostura e foco. Acho que é algo que é uma espécie de característica dos melhores líderes por aí.

Ricky Church: Obviamente, sendo na Segunda Guerra Mundial, não vemos a Mulher-Maravilha lutando contra seus supervilões típicos, mas com os nazistas. Já que a guerra é um assunto tão pesado, qual foi sua reação ao cenário do filme?
Stana Katic: 
Adorei o cenário do filme. Isso é algo que Butch Lukic [produtor supervisor] e sua equipe me surpreenderam, quando pude finalmente ver a versão final do filme. Fiquei maravilhada com a bela arte de fundo. Na verdade, perguntei a Butch e sua equipe de onde eles tiraram a inspiração para tudo isso. Eles passaram muito tempo viajando e trazendo esse tipo de memória e imagens para a tela. Veja, esta é uma história sobre o certo, o bem contra o mal e acho que estamos em uma época em que as pessoas se sentem desequilibradas e o estado geral de incertezas é muito angustiante. É muito difícil passar por grande parte do mundo. Ser capaz de ver um herói, uma heroína com integridade e ver uma líder com integridade, com responsabilidade, falar em nome do que é certo em face do mal, acho que é tremendamente reconfortante agora.

Ricky Church: Sim, com certeza. A Mulher-Maravilha tem um grande e interessante arco com Steve Trevor. O que você pode nos dizer sobre isso? Como você equilibrou o lado guerreiro dela com o lado mais romântico, enquanto Steve e Diana tentam ficar juntos, sem dificultar as coisas para a equipe ou para eles mesmos?
Stana Katic: 
Sinto que devo dar muito crédito a Chris Diamantopoulos por essa química. A versão dele do personagem foi o que deu aquele toque de satisfação, aquela qualidade de maroto. Sinto que muito da química funcionou por causa do que ele trouxe. No que diz respeito ao relacionamento deles, ela é uma personagem que está em conflito entre estar totalmente focada em salvar o mundo, em salvar a humanidade, em se certificar de que ela cumpre o objetivo, a missão e não vê espaço ou lugar para um relacionamento pessoal até que isso seja feito. De muitas maneiras, tenho certeza de que ela acabou de ver tanta coisa feia que, até que o mundo se acalme novamente, é difícil ver além da tarefa em mãos. Isso é algo com que o Flash também está lutando e, de certa forma, a jornada dela ajuda a do Flash e ela aprende uma grande lição no final.

Ricky Church: Com certeza. O que é interessante é que alguns anos atrás você estrelou outro filme de animação da DC, Superman: Sem Limites, no qual você interpretou Lois Lane. Isso faz você estrelar como duas das mulheres mais fortes e famosas da DC. O que é para você ser uma Mulher-Maravilha e uma Lois Lane?
Stana Katic: 
Eu também fui a Talia al Ghul!

Ricky Church: Ah sim, isso mesmo!
Stana Katic:
Eu amo essas personagens! Elas são, de maneiras diferentes, sexys, atrevidas, inteligentes, fortes, tudo de bom. Mulheres simplesmente incríveis de se interpretar e de poder dar voz a elas, tipo, para mim é um presente, sabe. É como uma criança em uma loja de doces para mim. Eu faria isso a qualquer hora, qualquer dia. Foi simplesmente um prazer participar da criação dessas personagens.

Ricky Church: Você tem uma preferida entre elas três?
Stana Katic:
Isso soa como eu me esquivando, mas realmente amo todas eles, na verdade. Elas são diferentes. Tipo, a Lois Lane, ela é atrevida. Ela não aguenta bobeiras e tem dá a impressão de ser uma dama dos anos 1940, sabe. E há a Talia al Ghul, ela é exótica, sensual e misteriosa e Mulher-Maravilha simplesmente é a líder durona com integridade. Eu realmente amo essas três personagens e amo tantas qualidades em cada uma deles.

Ricky Church: A Mulher-Maravilha tem algumas cenas de ação bem legais no filme. Você tem alguma preferida?
Stana Katic: 
Sim, pois é! Eu disse aos rapazes ‘Meu Deus, esta menina é tão durona! Muito obrigada! ‘(Risos) E com todos os grunhidos e sons que eu fazia na sala de som, estou muito feliz de ver isso na tela. Não, ela é demais, ela é durona. Eu tenho uma [cena] preferida? Meu Deus. Não sei. Gostei muito de todas elas! Eu acho que todas são… ooooh espere. Não, há uma, há um momento… Não, todos eles são bons. Eles são todos bons, vamos apenas dizer isso.

Ricky Church: Incrível. Muito da Sociedade da Justiça, mesmo que os personagens sejam tão antigos quanto a Mulher-Maravilha, eles são um pouco menos conhecidos, pelo menos hoje com os fãs de agora. Você tem m preferido entre eles, além da Mulher-Maravilha?
Stana Katic:
Sinto que se eu disser um dos personagens, os outros atores ficarão um pouco magoados. Vou te contar uma coisa: quando ouvi suas versões dos personagens, achei que adicionava muita profundidade, muita vivacidade e humor. Fiquei realmente impressionada e disse isso a todo o grupo, temi que eles achassem que eu estava puxando o saco, mas realmente amei o que os atores fizeram e o quanto eles adicionaram e contribuíram para a história. Portanto, não posso escolher só um.

Sociedade da Justiça: Segunda Guerra Mundial estreia em formato digital em 27 de abril e em cópias físicas em 11 de maio.